Vale a reflexão...
Não beba uma taça de vinho. Cheire pó.
Não tome uma lata de cerveja. Fume um baseado.
Será que é um pensamento politicamente correto?
Esses caras conseguem, invariavelmente, piorar aquilo que se propõem melhorar.
A soma de esforços dessa gente com os do lobby da droga conseguiu, vejam que coisa, demonizar o consumo de álcool, mesmo o moderado.
Não é por acaso que se agrava a legislação contra o álcool e se é cada vez mais tolerante com as drogas consideradas ilícitas: carregar maconha para a queima pessoal é aceitável. Não obstante, a maconha integra a cadeia do crime organizado, e o álcool não.
Ora vejam:
Será que estou aqui a defender quem enche a cara e sai dirigindo?
Ah, não mesmo! Cadeia nele se for o caso. Que se lhe tome a carteira de motorista para sempre. O problema da 'nova lei' é o excesso de rigor, que vai igualar o consumidor social - e existe - ao irresponsável que dirige embriagado.
Mais ainda:
Soma-se ao conjunto da obra o velho rancor anticapitalista disfarçado de amor pela humanidade: afinal, o álcool pertence a uma indústria. E os cavaleiros de um outro mundo possível têm apreço pelo mercado informal - inclusive o da droga.
Imaginem uma blitz. O sujeito que tomou uma taça de vinho pode ser multado em R$ 952 e perder a carteira. O cheiradão e o fumadão passarão numa boa. E talvez ainda digam: 'Pô, esse pessoal que enche a cara põe a vida da gente em risco'.
Ademais, multas com essa severidade escancaram as portas para a corrupção policial. Mas não tem jeito. Estamos diante de uma de uma caça às bruxas.
O que se diz do sujeito que fuma ou cheira?
Ele apenas exerce um direito individual; já quem toma uma cerveja ou uma taça de vinho, ou é vítima da propaganda do Zeca Pagodinho ou é um homicida em potencial.
A particular moralidade do politicamente correto, somada à burrice, é capaz de produzir prodígios de estupidez .

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