19/08/2012

Oportunidade. ...

Uma oportunidade não se apresenta duas vezes para você, se aparecer de novo ela pode parecer igual, mas é uma oportunidade diferente.

Nunca deixe de fazer algo de bom que o seu coração pede…

O tempo pode passar e a oportunidade também… Não esqueça que:

Meta, a gente busca. Caminho, a gente acha. Desafio, a gente topa. Vida, a gente enfrenta. Saudade, a gente mata. Sonho, a gente realiza…

Clarice Lispector 


Cadê...

Estresse pode estar relacionado à doença de Alzheimer.


Altos níveis de atividade neuronal podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo estudo da Universidade Médica de Amsterdam, da Holanda, publicado na revista PLoS Computacional Biology. Cientistas já concordam que os padrões de atividade cerebral mudam num estágio inicial da doença. Além disso, há razões para acreditar que, em vez de serem a consequência de um dano estrutural, podem ser a causa: recentemente, uma influência direta do excesso de atividade neuronal com o Alzheimer foi descoberto num experimento com animais.
Utilizando um modelo computacional do córtex humanos, os autores simularam um prejuízo progressivo das sinapses com base em seu nível de atividade, e em seguida, investigaram o efeito no restante da rede. Com este modelo, eles não apenas conseguiram explicar a distribuição de padrões da patologia do Alzheimer, como também reproduziram uma série de fenômenos encontrados atualmente em dados sobre pacientes com a doença: a perda e a desaceleração da atividade cerebral, a diminuição da comunicação entre as áreas e as mudanças específicas na rede organizacional do cérebro.
O uso do modelo computacional e da teoria sobre a doença para unir resultados experimentais e encontrar princípios plausíveis no volume crescente de dados do cérebro humano parece inevitável  afirmou o autor principal do estudo, professor Willem de Haan, da Universidade Médica de Amsterdam.

Só Respeite...

Quer preparar algo rápido e prático para poder curtir mais o domingo?

  Que tal um bolo de laranja de liquidificador?



Ingredientes

  • 1 unidade(s) de laranja sem casca(s)
  • 3 unidade(s) de ovo
  • 1 xícara(s) (chá) de óleo de soja 
  • 3 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícara(s) (chá) de açúcar
  • 1 colher(es) (sopa) de fermento químico em pó
  • Calda
  • 1 xícara(s) (chá) de suco de laranja
  • 3/4 xícara(s) (chá) de açúcar

Modo de Preparar.

Bata bem no liquidificador  a laranja, o óleo e os ovos. Coloque a mistura em uma bacia e junte os demais ingredientes. Coloque em assadeira untada e enfarinhada. Leve para assar em forno médio e pré-aquecido. Depois de assado, regue o bolo com calda de laranja quente.

Calda

Misture o suco de laranja com o açúcar e leve ao fogo até engrossar um pouco.


O monotrilho de SP está chegando, seu primeiro trecho, deverá entrar em operação em 2013.



Obras de construção do monotrilho na Vila Prudente, zona leste de São Paulo(Foto: Simon Plestenjak)

 

Eles chegaram sem fazer alarde, no final de 2009. Com calças azuis, capacetes e coletes laranja, foram pouco a pouco transformando a paisagem da Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente. Primeiro cercaram o canteiro central com tapumes de madeira, o que impediu a visão dos motoristas. Depois, se multiplicaram. Hoje, mais de 800 pessoas dão expediente no local. Não dá mais para esconder o resultado do trabalho já realizado: eles instalaram 64 pilastras de 15 metros de altura, unidas por vigas de 70 toneladas. Sobre elas, em 2013, correrá o primeiro monotrilho de São Paulo.

O trecho da Anhaia Mello vai ligar a estação Vila Prudente do metrô, da Linha 2-Verde, a uma nova plataforma, chamada Oratório, a 2 quilômetros de distância. O trabalho não para aí. Falta fincar outras 750 colunas para que o sistema chegue até o bairro de Cidade Tiradentes. A conclusão desse percurso está prevista para 2016. No mesmo ano, deverá ser finalizada a Linha 17-Ouro do monotrilho, que vai unir o Jabaquara e o Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas. As obras da primeira etapa desse ramal (antes de cruzar o Rio Pinheiros) estão sendo tocadas por 200 operários desde março e deverão terminar daqui a dois anos. E haverá uma terceira linha, a 18-Bronze, entre a Zona Leste e São Bernardo do Campo. Ela começa a sair do papel no ano que vem (veja o mapa). Somando tudo, São Paulo poderá chegar a 2016 com 62 quilômetros de trilhos suspensos.

O número não deixa dúvidas: a paisagem da cidade será alterada. E vem daí a maior crítica dos opositores do monotrilho. O Elevado Costa e Silva, ou Minhocão, é o principal responsável (junto com ex-prefeito Paulo Maluf, que o construiu) pela degradação de seu entorno, historicamente associado ao consumo de drogas e a mendigos. O mesmo fenômeno se repetiu ao longo da Linha 1-Azul do metrô, no trecho em que ela corre suspensa, entre as estações Armênia, no Centro, e Parada Inglesa, na Zona Norte. As comparações são possíveis, mas carecem de ressalvas. As duas vigas do monotrilho, sobre as quais os trens vão correr, ficam afastadas entre si, o que permite a passagem de luz. Já as pistas do Minhocão medem 20 metros de largura. "O monotrilho não vai fazer uma sombra constante", diz o arquiteto Alberto Epifani, gerente de planeja-mento do metrô.

O impacto das estações, igualmente suspensas, é um pouco maior. Com cerca de 800 metros quadrados de área, serão construídas, em média, a cada 1,1 quilômetro. "O espaço embaixo delas poderá ficar abandonado, como em viadutos", diz Sergio Ejzenberg, mestre em transportes pela USP.

Para quem vai conviver de perto com a novidade, a preocupação é generalizada. E já há gritaria. "Não me conformo com a ideia de avistar um trem da minha janela quase a cada minuto", diz Patricia Tozzi Rodrigues, síndica de um prédio em frente à futura Linha Ouro, na Avenida Jorge João Saad, no Morumbi. "Moro numa avenida tão linda, tão arborizada. Agora, tudo vai virar concreto." Ela tem certa razão. Embora parques e ciclovias nas regiões envolvidas façam parte dos planos, toda árvore que hoje está no caminho dos trilhos será derrubada para dar lugar às pilastras, que equivalem a edifícios de sete andares. Mas, ao contrário das estridentes composições do metrô, cujas rodas são de ferro, os trens do monotrilho têm pneus de borracha, o que reduz a emissão de ruídos.

 

As obras no Morumbi, conhecido por reunir aguerridas associações de moradores, divide opiniões. Líder comunitário da favela de Paraisópolis, a maior do bairro, com 40 mil habitantes, Gilson Rodrigues chegou a defender o projeto numa audiência pública sobre o assunto na Assembleia Legislativa, em maio. "Ele vai permitir às pessoas que hoje levam até três horas para chegar ao Centro fazer a mesma viagem em 20 minutos", afirma. "É a solução mais rápida e eficiente para sanar nossa carência de transporte público." Em 2010, a Sociedade dos Amigos da Vila Inah (Saviah), uma das agremiações mais combativas do bairro, entrou com uma representação no Ministério Público Estadual e conseguiu na Justiça a suspensão temporária da licitação do projeto. "Faremos o que estiver ao nosso alcance para impedir esse traçado", diz o presidente da entidade, Yves Jadoul. "Esse percurso foi desenhado para a Copa do Mundo, quando todo mundo achava que o Estádio do Morumbi iria abrigar as partidas", afirma Deise Bonome, uma das ativistas do movimento Defenda São Paulo, formado por 50 agremiações da região. "Não temos nada contra o transporte sobre trilhos, mas somos favoráveis que ele chegue pelo subsolo, como na maior parte da cidade."

A ideia é rechaçada pelos técnicos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Segundo eles, um metrô que cruzasse o Morumbi em direção ao estádio, passando por Paraisópolis, seria utilizado por 48 mil pessoas a cada hora – e isso daqui a 20 anos, segundo as projeções atuais. Com capacidade para atender de 70 mil a 96 mil passageiros por hora, o monotrilho idealizado para São Paulo já seria suficiente para aplacar a carência por transporte público da região. É improvável, portanto, que ele seja substituído pelo metrô, indicado para suprir demandas muito maiores. "É claro que o impacto do monotrilho é considerável. Mas nossas decisões são baseadas na necessidade da população, e não no aspecto visual", afirma Mauro Biazotti, diretor de planejamento e expansão do governo estadual.

Há quem argumente que o melhor para o Morumbi seriam faixas exclusivas de ônibus, que dão conta de demandas menores. Outra proposta é construir ali corredores sem cruzamentos, para não atrasar as viagens. Foi com a adoção desse modelo, conhecido como Bus Rapid Transit (BRT), que Curitiba virou referência mundial em mobilidade urbana. "Adequar a estrutura já existente da cidade sai muito mais barato", afirma Adriano Murgel Branco, ex-secretário de Transportes de São Paulo. Alguns especialistas apostam na construção de um sistema semelhante ao monotrilho, mas no nível das ruas, chamado de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A principal vantagem do monotrilho é custar menos que o metrô. Cada quilômetro suspenso sai por cerca de R$ 150 milhões. Construir a mesma distância debaixo de terra custa em média R$ 400 milhões. "Nossos recursos são limitados. Optar pelo mais barato é quase uma obrigação", diz Biazotti.

O preço somado das três linhas do monotrilho, com mais 60 quilômetros de extensão, será de R$ 12,2 bilhões. Para efeito de comparação, as obras da Linha 5-Lilás, que vão dar a ela mais 11 quilômetros, estão orçadas em R$ 6,9 bilhões.

A construção dos monotrilhos que cortam o Morumbi e a Zona Leste está a cargo do governo estadual. Quando estiverem finalizados, os dois serão repassados à iniciativa privada. Para tirar do papel o ramal que chega ao ABC, optou-se pela criação uma parceria público-privada (PPP), ainda em fase de licitação.

É fácil entender por que o metrô sai mais caro. Os riscos e desafios de escavar túneis a uma profundidade média de 40 metros são imensos – basta lembrar o acidente na estação Pinheiros da Linha 4-Amarela em 2007, que matou sete pessoas. Outra explicação para a diferença de valores é o baixo número de desapropriações relacionado ao monotrilho. A expansão do ramal verde com o modelo elevado exigirá a demolição de 288 imóveis, bem abaixo do necessário para qualquer metrô sair do papel. Outras 56 casas serão derrubadas para a implantação da Linha Ouro. Uma delas, na Rua Dr. Flávio Américo Maurano, no Morumbi, pertence à psicóloga Celi Isabel Alves Tavares. Moradora do bairro há 17 anos, ela recebeu há dois meses a notícia de que teria de se mudar. Está resignada. "Nunca imaginei que isso fosse acontecer. A região era muito tranquila quando cheguei por aqui", diz. "Paciência. Não dá para ir contra o desenvolvimento."

Os custos operacionais também provocam polêmica. Uma dissertação elaborada pelo pesquisador Adalberto Maluf Filho, do Instituto de Relações Internacionais da USP, sustenta que o monotrilho causa prejuízos mensais, em função dos altos gastos com manutenção. Segundo Maluf Filho, o de Kuala Lumpur, na Malásia, criou uma dívida de cerca de US$ 14 milhões nos primeiros oito meses de operação. Em Las Vegas, nos Estados Unidos, o sistema teria amargado um prejuízo de US$ 70 mil por dia no início. O governo de São Paulo garante que os R$ 3 cobrados por bilhete serão suficientes para que o monotrilho não deixe dívidas.

Ao redor do mundo, esse modelo é utilizado para fins distintos. Na maioria dos casos, atende áreas turísticas. É o caso do de Sydney, na Austrália, que serve apenas aos visitantes do centro comercial – e que por isso será demolido (leia abaixo).

O exemplo mais lembrado pelos defensores do sistema é o de Tóquio. O monotrilho de lá liga um dos aeroportos ao centro e carrega mais de 200 mil pessoas por dia. "O resultado prático desse meio de transporte aqui ainda é uma incógnita", diz Murgel Branco, ex-secretário de Transportes de São Paulo.

Ninguém questiona, no entanto, o martírio que é se locomover por aqui. Castigada diariamente por congestionamentos catastróficos, a cidade dispõe de míseros 74 quilômetros de metrô. É muito pouco para atender uma população de 11 milhões de pessoas. Metrópoles de mesmo porte, como Tóquio e Nova York, têm cerca de 300 quilômetros de trilhos subterrâneos. Londres atualmente investe para modernizar sua malha de 408 quilômetros, que começou a funcionar em 1863. O ritmo de expansão dos trilhos em São Paulo é de 2 quilômetros por ano. Essa velocidade vai aumentar com o monotrilho. Todos esperam que as mudanças não sejam apenas visuais.

 

Monotrilho na cidade de Sydney, na Austrália: dias contados (Foto: Getty Images)

Exemplos de fora

Ao redor do mundo, o monotrilho foi utilizado para fins diversos

Kuala Lumpur (Malásia)
Na capital do país asiático, o sistema apresentou problemas antes mesmo de entrar em funcionamento, ferindo um pedestre durante um teste, em 2002. Desde a inauguração, tem atraído mais passageiros para seus 8,6 quilômetros. Estatizado após a falência da empresa que o construiu, não será expandido.

Las Vegas (EUA)
Por US$ 5, é possível utilizar o monotrilho da cidade, que liga hotéis, cassinos e centros de convenções. Os 6 quilômetros de trilhos foram inaugurados em 2004, depois de muitos atrasos causados por problemas como o descolamento de peças. Falhas mecânicas e elétricas fecharam o sistema temporariamente em várias ocasiões.

Tóquio (Japão)
Na capital japonesa, o monotrilho é responsável por ligar um aeroporto ao centro. Mais de 200 mil passageiros pagam US$ 5 para fazer o trajeto todos os dias. O último quilômetro do sistema foi construído em 1964, para a Olimpíada.

Sydney (Austrália)
Depois de duas décadas, o monotrilho de lá está com os dias contados. O governo marcou o fim das operações para 2013. A razão: o sistema serve apenas ao centro comercial e não está interligado a outros meios de transporte.

Disney World (EUA)
Com três linhas, foi inaugurado em 1971, junto com o famoso complexo de diversão da Flórida.