26/08/2012

Gestos inocentes que podem soar uma grande ofensa mundo afora.


Sinal de OK
Assim que deixou o avião que o trouxe ao Brasil, nos anos 50, Richard Nixon não hesitou em fazer um ok com os dedos. Mal sabia o então presidente americano que, por aqui, o gesto não tem o mesmo apelo que evoca nos Estados Unidos. Pelo contrário: o sinal de ok para os brasileiros equivale a mostrar o dedo do meio na terra do Tio Sam (e basicamente no restante do mundo). Ou seja, um gesto pra lá de ofensivo.

Deixar o prato vazio

Em geral, "raspar" o prato denota contentamento. Não é o que acontece em países como China, Tailândia e Filipinas, onde a atitude é lida como um sinal de insatisfação com a generosidade do anfitrião. Nesses locais, parte-se do pressuposto que é preciso servir o bastante. Deixar um pouquinho da comida intocada, portanto, mostra saciedade na medida. Limpar o prato, por outro lado, dá a entender que ainda há espaço no estômago.

Palma da mão com dedos separados

Em muitos lugares, o gesto é entendido como uma espécie de "não, obrigada". Dependendo da situação, também pode ser um visto como uma indicação de presença, como na resposta à chamada escolar. Na Grécia, ele tem até nome próprio: moutza. E é visto como uma ofensa gravíssima. Sua origem remonta à antiguidade. Uns o ligam a rituais de maldição. Outros, à condenação de criminosos durante o Império Bizantino. Isso porque os presos eram ridicularizados em um desfile pela cidade, em que seus rostos eram cobertos com cinzas. Como as cinzas eram retiradas primeiros com as mãos fechadas e depois com os dedos abertos, o próprio gesto, com o tempo, acabou virando um insulto.

Cumprimento ao sexo oposto

Embora apertar as mãos de qualquer pessoa, seja do mesmo sexo ou não, pareça gentil e inofensivo, em alguns países a investida é tida como uma espécie de assédio. Na Arábia Saudita, leis religiosas condenam qualquer tipo de cumprimento e interação pública entre homens e mulheres que não têm relação de marido e mulher. Em 2008, uma americana que conversava com um homem em uma loja do Starbucks chegou a ser presa e revistada.

Polegar para cima

Até no Facebook o polegar para cima é associado à aprovação. Mas não se engane: há locais em que o gesto é visto como uma injúria das graves. No Irã e Afeganistão, por exemplo, o tradicional "joinha" é interpretado como um gesto dos mais obscenos. 

Simples assim...

O SOL NÃO É O PRINCIPAL VILÃO!

Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade.

Crimes da Nestlé são acobertados por autoridades e imprensa brasileira.



 

Há alguns anos, a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões. As águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.

Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e à imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, no entanto, o governo de Minas (PSDB) baixou portaria regulamentando a atividade da Nestlé. Ao invés de aplicar multas, deu-lhe uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso.

São Lourenço


Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão. Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do governo federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.

Sim, é a mesma famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores, para substituir leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

A vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o governo federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar agora a tal desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?

É simples. Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É para essas empresas que o governo governa? Uma vergonha!

Carla Klein, Correio da Cidadania


PLANTÃO DE NOTÍCIAS APRESENTA: DEFESA ESPETACULAR NO MENSALÃO!!(Humor)

A psicóloga e professora carioca Mônica El Bayeh e os questionamentos que o tempo traz.









- Fiquei decepcionada. Não gostei dos retratos. 
Esperava mais. Saí com cara de velha.
A filha, espantada com minha afirmação, num 
tom de deboche típico de pré-adolescente, me 
perguntou: 
- Mãe, 50 te diz alguma coisa a respeito disso?
Na idade dela, eu tinha uma visão muito 
semelhante. Achava todo mundo com mais de 30 
muito velho.  
Hoje, relendo os fatos, vejo que me enganei.
Perdi algumas pessoas muito queridas nessa faixa 
de idade.  Eu, adolescente, me consolava 
pensando que a pessoa já estava mesmo meio 
velhinha, no fim da vida, era assim mesmo.
Quando, ano passado, cheguei aos 50, senti o frio 
dos que foram cedo muito perto de mim. Me 
olhando no espelho retrovisor, outro dia, vi os 
olhos do meu pai. Então, aqueles que foram cedo, 
eles eram novinhos também? Ou eu é que não sou mais?
E 50 é velha?  Como assim?  Eu me sinto tão 
cheia de ânimo, de disposição, de joie de vivre!  
Quero cantar mesmo desafinado, dançar, rir.  
Para a filha adolescente, eu pago mico. Não pode. 
Não pode? Quem é velha? Eu ou ela?  Qual a 
proposta, morrer em vida?
Já me deparei com essas questões inúmeras 
vezes no consultório.  Pessoas que se censuravam 
por ainda terem sede de uma vida que, imaginavam, 
não lhes cabia mais. Inseguras, incertas se podiam 
ainda ou não.  Se ficava feio. Seria ridículo?  
E o que as pessoas iriam dizer?
A vida tem o tamanho que a gente dá. Ela pode 
ser pp ou GG.  Se, por medo do olhar alheio, 
restringimos nossa área de lazer, o que será 
de nós?
O que é ser velha?  O que uma velha pode ou não 
fazer?  Poucas questões são tão subjetivas quanto 
esta.
Começei, lá pelos 40, a ter dificuldade de enxergar 
bem de perto.  Agora, de longe, a coisa também já 
não funciona mais. Vista cansada. Está cansada de 
que, gente?  Eu aqui toda animada, tanta coisa para 
ver ainda, não cansa não. Vamos lá.
Reconheço que o corpo não é mais o mesmo.  
A visão deu defeito.  O cabelo mudou de cor. 
tireoide e rateou. Nem vou falar do resto. Mas, 
só passa por isso quem não morre cedo.  Então é l
ucro. A gente vai fazendo umas gambiarras, e 
segue.
O tempo que passa, dá uma desgastada básica 
aqui e ali. Mas, traz a paz do ensinamento. A 
leveza de quem aprendeu que tudo acaba tendo 
um jeito. A satisfação com a felicidade, não 
perfeita, mas possível.
Uma falta de cor no cabelo, uns defeitos aqui, uma 
enrugada ali.  Se eu fosse móvel, iam dizer que era 
pátina e me amar!
Se eu fosse roupa, assim, com cara de muito usada, 
ia custar uma fortuna. Seria exposta na vitrine, para 
acirrar o desejo dos consumidores.
Em gente, não vale nada?  São minhas marcas, 
desgaste natural da quilometragem percorrida. 
Estão ali para mostrar que eu vivi. Como o vinho, 
agora mais velha, apurei o sabor.  A garrafa, está 
meio desgastada, o tempo deixa suas digitais.  Mas, 
lapida o conteúdo. Que no total, agora desce mais 
suave.
Quer saber de uma coisa? Eu não sou velha coisa nenhuma.  
Eu sou vintage!

O varejista carioca Hortifrut, terá de sair da zona sul carioca do seu conforto...



Todo mundo sabe quem são os protagonistas do varejo de alimentos no Brasil: os franceses do Pão de Açúcar e do Carrefour, os americanos do Walmart, os chilenos do Ceconsud. Todos com faturamento de bilhões de dólares, presença em dezenas de países e muito poder de barganha. 
Na teoria, é a combinação ideal para cobrar menos, atrair mais clientes e ganhar mais dinheiro. Volta e meia, porém, aparece um concorrente pouco conhecido que chama a atenção não por seu gigantismo, mas por estar fazendo alguma coisa diferente — e certa.

Um exemplo recente é o carioca Hortifruti, fundado por dois feirantes nos anos 80, que hoje, com 23 lojas no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo, vende 42 000 reais a cada metro quadrado. Nenhuma outra empresa com receita acima de 500 milhões de reais consegue vender tanto.

É mais do que o dobro da marca do Pão de Açúcar, de 19 000 reais por metro quadrado. O feito chama ainda mais atenção porque o Hortifruti tem 60% de sua receita baseada na venda de frutas, legumes e verduras, produtos que custam pouco e apodrecem rápido. Suas lojas, localizadas principalmente na rica zona sul carioca, lembram feiras livres — muito limpas, organizadas e climatizadas, é verdade; mas, ainda assim, feiras livres. Qual é o segredo?

O Hortifruti foi fundado por Gilberto Lopes e Tadeu Fachetti, que há 23 anos abriram um sacolão (daqueles que vendem frutas e legumes com preço único) em Colatina, no interior do Espírito Santo. Na época, Lopes trabalhava como faz-tudo no sacolão de outro empresário local, Paulo Hertel, que também virou sócio do Hortifruti.

 Em poucos meses, eles perceberam que vender todos os produtos pelo mesmo preço não era o caminho. Os clientes levavam os itens de maior valor e deixavam os mais baratos para trás. Os sócios então decidiram inverter a lógica.

Apostaram na qualidade, e não no preço, para atrair clientes interessados no frescor de produtos de uma feira livre com o conforto de um supermercado, como ar-condicionado e estacionamento. Em 1990, a dupla levou o negócio para o Rio de Janeiro e passou a abrir uma loja por ano.

Apesar do crescimento, o Hortifruti se mantém fiel ao estilo feira livre de ser. A começar pela logística. Diferentemente de seus concorrentes, tem uma frota própria de 211 caminhões que abastecem as lojas cinco vezes por dia com frutas e legumes frescos comprados de 960 pequenos e médios produtores.

O Hortifruti vende também pães, sucos e frios. Mas não oferece as linhas populares dos grandes fabricantes — apenas produtos artesanais e orgânicos comprados de pequenos fornecedores. Ou seja, daqueles que o pessoal­ da zona sul do Rio, gosta de levar para casa depois da praia.

Com essa estratégia, consegue cobrar até 13 reais por 1 quilo de uva, quase o dobro do que os concorrentes da porta ao lado cobram pela uva da mesma variedade. "Ocupamos de propósito um espaço entre a feira livre e o supermercado", diz Tiago Miotto, sobrinho de Fachetti e presidente da empresa. Para manter o atendimento personalizado típico das feiras, o Hortifruti tem 140 funcionários por loja — 50% acima da média do mercado.

Vender muito por metro quadrado é uma necessidade. As lojas do Hortifruti ficam em endereços nobres, como os bairros cariocas Leblon, Ipanema, Copacabana e etc. 70% dos clientes são das classes A e B. Encontrar imóveis nessas regiões é cada vez mais difícil — e caro. A última loja, inaugurada em Ipanema, demandou dois meses de negociação e um investimento de 4,5 milhões de reais.

"Precisamos estar em bairros nobres. Como o preço do aluguel sobe e falta espaço, temos de vender mais com menos", diz Miotto. As despesas do Hortifruti com aluguel passam de 20 milhões de reais ao ano. Por isso, a média de vendas por metro quadrado precisa continuar a subir. A meta é chegar a 45 800 reais neste ano. É o único jeito de manter a margem de lucro — calculada por analistas em torno de 4%, pouco acima da margem da área de alimentos do Pão de Açúcar, de 3,8%.

Do Rio para o Brasil? 

O maior desafio do Hortifruti é conseguir esses números também longe do Rio de Janeiro — já que está em meio ao maior plano de expansão de sua história. A BR Investimentos, do economista Paulo Guedes, comprou, em 2010, 30% do capital da empresa. Pagou estimados 70 milhões de reais e montou uma estratégia para chegar a novas cidades.

Só em São Paulo, prevê investir 160 milhões de reais até 2016 para abrir de seis a oito lojas por ano. Outras capitais também estão no radar. Neste ano, a meta é elevar o faturamento de 540 milhões para 650 milhões de reais. "Nossa expectativa é que a companhia esteja pronta para abrir o capital em dois ou três anos", diz Priscila Rodrigues, sócia da BR Investimentos e conselheira do Hortifruti.

Ao chegar a novas cidades, a empresa vai bater de frente com redes locais já estabelecidas — o mercado carioca é mais pulverizado do que o paulista, por exemplo. Grandes varejistas como o Pão de Açúcar, agora sob o comando do francês Jean-Charles Naouri, também investem em unidades menores, de até 1 000 metros quadrados, como o mini Extra.

"O modelo de lojas de vizinhança é o que mais cresce no país, já que os consumidores fazem cada vez mais visitas aos pontos de venda", diz Flávio Tayra, da Associação Brasileira de Supermercados. Sair da zona de conforto é difícil. Sair da zona sul do Rio também vai ser.

Conheça os vilões do crescimento do Brasil.


O conjunto de entraves, o chamado "Custo Brasil", impede um crescimento mais robusto da economia, minando a eficiência da indústria nacional e a competitividade dos produtos brasileiros.

O recente cenário da queda dos juros deixou tais entraves ainda mais evidentes.


Vamos para os entraves de nossa Economia:

1) Infraestrutura precária

As empresas têm uma despesa anual extra de R$ 17 bilhões devido à precariedade da infraestrutura do país, incluindo péssimas condições das rodovias e sucateamento dos portos.

O Brasil fez uma opção pelo transporte rodoviário, mais caro do que outros meios, como ferrovias ou hidrovias

Além da infraestrutura, o país também sofre com as altas tarifas de energia elétrica, apesar de cerca de 70% de sua matriz energética ser proveniente de hidrelétricas, consideradas mais limpas e baratas.

O custo médio de energia no Brasil é 50% superior à média global é mais do que o dobro de outras economias emergentes.

 

2) Déficit de mão de obra especializada

Em alguns setores da indústria, o Brasil já vive "um apagão de mão de obra", com falta de profissionais qualificados capazes de executar tarefas essenciais ao crescimento do país.

Um levantamento feito com 41 países ao redor do mundo, o Brasil ocupa a 2ª posição entre as nações com maior dificuldade em encontrar profissionais qualificados, atrás apenas do Japão.

Para efeitos de comparação, na Argentina o índice é de 45%, no México, de 43% e na China, de apenas 23%.

No Japão o maior entrave é o envelhecimento da população, o problema no Brasil é a falta de qualificação profissional.

O governo brasileiro direcionou apenas 5% do PIB em 2010 para a educação, contra 7% do padrão internacional.

Sofremos com a falta de profissionais de nível técnico, de operações manuais e de engenheiros.

Atualmente, apenas 7% dos trabalhadores brasileiros têm diploma universitário, atrás da África do Sul (9%) e da Rússia (23%).

 

3) Sistema tributário complexo

São necessárias 2.600 horas trabalhadas por ano para empresas de médio-porte brasileiras pagarem impostos, contra 415 na Argentina, 398 na China e 254 na Índia.

Já passou da hora para que o Brasil simplifique seu sistema tributário.

Um dos exemplos da alta complexidade tributária no Brasil pode ser verificado no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Como está presente em todos as etapas da cadeia produtiva, seu recolhimento ocorre diversas vezes e leva à cobrança de imposto sobre imposto, também conhecido de "imposto em cascata".

São 27 legislações, uma para cada estado. 

 

4) Baixa capacidade de investimentos público e privado

Historicamente, a taxa de investimentos tanto pública quanto privada é baixa no Brasil, em torno de 18% do PIB.

Seria necessário elevar esse patamar para, pelo menos, 25% do PIB, de forma a permitir um crescimento sustentável da economia.

 

5) Burocracia excessiva

Entre 183 países o Brasil ocupa o 126º lugar quando se analisa a facilidade de se fazer negócios, abaixo da média da América Latina (95º) e atrás de países como Argentina (115º), México (53º), Chile (39º) e Japão (22º).

Até obter retorno sobre seus investimentos, cabe aos empresários brasileiros vencer uma via-crúcis, que, inclui, entre outras etapas, 13 procedimentos apenas para abrir um negócio, ou 119 dias.

Na Argentina, são necessários 26 dias, no Chile, 7 e na China, 14.

Entre tais procedimentos estão, por exemplo, a homologação da empresa em diferentes órgãos de supervisão, o registro dos funcionários e licenças ambientais.

Ao fim e ao cabo, o custo das empresas é extremamente alto, antes mesmo que elas produzam qualquer centavo.