16/10/2012

Edward Yudenich - 7 years old conductor.


Uma interessante apresentação de um maestro mirim, regendo a orquestra do conservatório onde estudou.
A composição é a abertura da opereta "O Morcego" de Strauss.
Espero que vc Aprecie.


Internet sem fio nas escolas.


Para quê serve internet sem fio nas escolas?

Não é de hoje que o Estado vem transferindo para os equipamentos a responsabilidade pela melhoria na Educação

Não faz muito tempo, o governo federal fez licitação para colocar um tablet nas mãos de cada professor da rede pública.

Enfim, é uma iniciativa do poder público para equipar professores e alunos, garantindo acesso ao universo tecnológico e à rede mundial de computadores.

Sabe, acho todas essas iniciativas válidas. Porém, a pergunta que é: qual o projeto pedagógico que acompanha a oferta desses serviços e equipamentos?

Sim, porque oferecer banda larga para os estudantes e não ter um projeto para uso da rede é pior que não ter o serviço na escola. Sem uma proposta pedagógica o que a internet sem fio vai fazer é complicar ainda mais a vida dos professores. A maioria dos estudantes vão usar o wi-fi dos celulares, para entrarem no facebook e outras redes, ficar navegando e o aprendizado será ainda mais comprometido.

Vale o mesmo para o computador. Todos nós já ouvimos falar de laboratórios em escolas que ficaram fechados por anos pela falta de um projeto pedagógico para uso das máquinas. Outras vezes, os computadores só servem para joguinhos,  isso inclusive, em escolas particulares.

E os tablets para os professores? Vão fazer o quê com esses equipamentos? Dar para os filhos brincarem em casa?

Como eu disse, não vejo problema em garantir tecnologia, equipamentos e serviços para melhorar a educação. Mas o problema maior não é este: é a falta de rumo da educação. O Estado tem transferido para as máquinas, tecnologia e até para os livros didáticos a responsabilidade por um ensino de qualidade. Essas coisas até são bonitas de ver. E de falar.

- Compramos tantos computadores.
- Todas as escolas terão internet sem fio.

No marketing, funciona. Na escola, nem sempre. Porque o equipamento por si só não produz conhecimento. A tecnologia tem que estar a serviço da educação, dentro de um projeto pensado, elaborado pra isso. Do contrário, é só dinheiro público jogado no ralo.


Mude, abra o seu coração. Não conseguiu continue tentando...

Simples Assim...

Ano de seca global gera temor de nova crise de alimentos.



Uma onda de secas nos países de maior produção agrícola está provocando o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo, despertando temores de uma crise semelhante à que ocorreu há quatro anos.

Neste ano, os Estados Unidos passaram pela sua pior seca em mais de meio século. Grandes extensões de terra da Rússia também não tiveram chuva suficiente. Até mesmo a temporada de monções na Índia foi seca. Na América do Sul, o índice pluviométrico ficou abaixo da média histórica.

Como resultado, algumas colheitas desabaram, provocando uma disparada, por exemplo, nos preços de cereais, que estão quase no seu patamar mais alto. Em 2008, um fenômeno semelhante provocou tumultos em 12 países e fez com que a ONU convocasse uma reunião especial para lidar com a crise da alta do preço dos alimentos.

A falta de chuva neste ano é o principal fator de risco para que uma crise de natureza semelhante se repita. O foco principal está na produção de milho nos Estados Unidos, mas a produção mundial de soja e de grãos também caiu.

Apesar da seca em diversos países e da queda na produção de commodities como o milho, outros elementos apontam para um cenário menos preocupante.

Exportações e biocombustíveis

Até agora, a crise não se agravou porque – ao contrário do que ocorreu em 2008 – países que são grandes produtores rurais, como a Rússia, não impuseram restrições 
à exportação de alimentos para beneficiar os preços em seus mercados domésticos.

"Grandes produtores estão sofrendo com a seca, mas eles estão honrando seus contratos de exportação", diz James Walton, economista-chefe da empresa de especialistas em alimentos IGD.

Especialistas dizem que o Sistema de Informações do Mercado Agrícola, que foi criado no ano passado para troca de dados de produção rural no mundo, tem tido um papel importante na prevenção de uma nova crise.

"Os governos estão evitando tomar medidas restritivas. A oferta não está tão ruim e os estoques também não", diz Abdolreza Abbassian, economista da FAO, a agência da ONU para alimentos e agricultura.

Segundo ele, mesmo a baixa colheita mundial de arroz não está provocando escassez do alimento. Já o trigo está até mesmo superando o nível de 2007. A produção de açúcar no Brasil também está acima do esperado, e a China teve boas colheitas de diversos produtos.

Outra diferença em relação a 2008 é que, hoje, há menos pressão dos mercados de biocombustíveis – um dos fatores relevantes na última crise. Naquela ocasião, preços recordes do barril de petróleo levaram a um aumento na demanda por combustíveis alternativos.

Milho e açúcar, por exemplo, passaram a ser comprados por usinas. Nos Estados Unidos, cerca de 40% do milho é usado para produzir etanol.

Agora, o preço do petróleo está bem abaixo dos picos de 2008, e a ONU diz que menos alimentos estão sendo usados na produção de biocombustíveis.

Novo patamar, mas não tão grave

Entidades internacionais têm alertado que o mundo não está perto de uma crise no preço de alimentos tão grave quanto a de quatro anos atrás.

O crescimento da população – sobretudo da classe média em países emergentes – está provocando um aumento na demanda por grãos com alto teor de proteína. Os custos de energia também não param de subir.

Com isso, é possível concluir que o nível dos preços vá continuar alto.

Segundo Sadler, estes estoques não devem voltar aos patamares anteriores.


O maior impacto é para as pessoas que moram nos países emergentes, onde a população gasta uma proporção maior de sua renda em alimentos.

"A população global logo vai chegar a nove bilhões, e todos precisam ser alimentados. Se assegurar de que isso será feito é um dos desafios deste século. Não é uma questão de 'podemos ou não'. É uma necessidade", diz Sadler.

Segundo ele, uma das alternativas é investir em formas de reduzir o desperdício. Mas novos investimentos em agricultura também serão necessários para lidar com esse desafio.



Está pensando em viajar? Então veja esse vídeo.