02/11/2012

PerFeitaMente ImPerFeito... ...

Ele é Assim...

Muito interessante!!!


Você sabia que a terra não é uma esfera perfeita? 
Ela é um esferoide oblato: é esmagado ligeiramente 
nos pólos e alongado no equador devido sua rotação.

Simples Assim... ... .

Nada de biquínis... neste feriado, zumbis invadem a praia de Copacabana.


Nesta sexta, feriado de finados, aconteceu a Zombie Walk, passeata na qual pessoas se fantasiam de zumbis, em Copacabana, zona sul do Rio.






A guerra dos pedalinhos.



Passeio pelo espelho-d'água da Rodrigo de Freitas: calmaria só aparente

 

O plácido espelho-d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas serve de cenário para uma ferrenha disputa fora da esfera esportiva das regatas. Pontua­da por trocas de acusações e agressões, uma verdadeira batalha naval é travada pelas duas empresas que exploram o serviço de pedalinhos do local, que, inclusive, já foram parar na delegacia. De um lado está a Pedalinhos Klein, dos irmãos Harri e Hugo Klein, que opera por lá desde 1960 e tem como marca as embarcações em formato de cisne. Sua oponente é a Little Boat, pertencente ao oficial reformado da Marinha Paulo Villas Boas, cuja flotilha é em grande parte formada por patos e Nemos. A conflagração se dá em torno do deque no Corte do Cantagalo, onde ambas funcionam. "Cansamos de passar por situações em que nosso cliente devolvia o pedalinho na parte deles, que se faziam de desentendidos, relocavam a embarcação e embolsavam o dinheiro", queixa-se Hugo Klein. Villas Boas, por sua vez, acusa o concorrente de poluir a lagoa ao usar isopor na flutua­ção de uma plataforma de apoio.

 

O deque da discórdia: carente de um choque de ordem


A contenda já resultou em três registros lavrados nas delegacias da Gávea e do Leblon, nos quais as duas partes se dizem vítimas de agressões verbais e até físicas. No atracadouro do Cantagalo, a falta de harmonia é visível e está na origem de toda a desordem que impera por ali. Não há placa para indicar o serviço das empresas, muito menos funcionários uniformizados, o que leva o cliente a ficar confuso na hora de contratar o passeio. Outro ponto negativo é o estado de conservação dos barquinhos: parte deles apresenta pedais enferrujados, além de rachaduras e lascas no casco, feito de fibra de vidro. O mesmo aspecto deteriorado se vê também em alguns coletes salva-vidas, um item obrigatório para os menores de 12 anos e que deve estar disponível para todos os demais tripulantes. A Capitania dos Portos estabelece ainda a presença de um guardião de piscina durante todo o horário de funcionamento, determinação às vezes negligenciada na lagoa carioca.

 


Para operarem no local, os concessionários devem cumprir também uma série de cláusulas previstas no Código de Posturas Municipais, o que na prática nem sempre acontece. Um dos artigos relegados diz respeito à exigência de licitação. Os contratos de exploração do serviço são renovados todo ano, praticamente por inércia, mediante apenas uma vistoria a cargo do Corpo de Bombeiros, além do cumprimento das determinações da Capitania dos Portos. Como contrapartida, cada empresa paga à prefeitura uma taxa de 1 000 reais — isso mesmo, menos de dois salários mínimos. Trata-se de um negócio altamente lucrativo, basta fazer as contas. Em um fim de semana de tempo bom, os concorrentes chegam a realizar quase 300 locações, ao preço de 20 reais por meia hora de passeio cada uma. Ou seja: eles recuperam o investimento anual da concessão em apenas um dia ensolarado. O Código de Posturas proíbe ainda que a manutenção dos veículos seja feita na água ou em sua margem, diretriz frequentemente desrespeitada, pois não raro os consertos são efetuados ali mesmo.


Com sua ciclovia, quadras esportivas, quiosques, clubes e água tranquila, que passa por um processo de despoluição, a Lagoa Rodrigo de Freitas é uma das áreas de lazer preferidas dos cariocas. À medida que o verão se aproxima, aumenta a fre­quên­cia de visitantes, cujo ápice se dá quando entra em cena a árvore de Natal, que virou atração turística de fim de ano. Portanto, é aconselhável que os órgãos competentes zelem pelo bom funcionamento desse cartão-postal e garantam o conforto e a segurança a quem quer singrar a lagoa a bordo de um pedalinho. Em dezembro do ano passado, um casal teve de ser resgatado após sua embarcação ir a pique. "Foi sabotagem", atira a esmo Villas Boas, dono da empresa à qual pertencia o veículo acidentado. Cabe à prefeitura fiscalizar se as regras estão sendo cumpridas e pôr um ponto final nessa rivalidade predatória entre as concessionárias. Afinal, nada melhor que uma concorrência saudável para aprimorar a qualidade do serviço.


João Elias - Comentarista Mirim - Surpreende Ao Falar Sobre Futebol

Cientistas tentam provar existência da alma.



O médico americano Stuart Hamerroff e o físico britânico Sir Roger Penrose afirmaram que podem provar cientificamente a existência da alma. 

Em entrevista ao Daily Mail, eles explicam a teoria quântica da consciência, que revela que as almas estão contidas dentro de estruturas chamadas de microtúbulos, os quais vivem dentro de nossas células cerebrais. 

Segundo a publicação, a ideia se origina da noção de que o cérebro seja um computador biológico, com 100 bilhões de neurônios, que agem como redes de informação. A teoria foi levantada em 1996 e, desde então, os cientistas estudam a possibilidade. 

Os dois alegam que as experiências da consciência são resultado dos efeitos da gravidade quântica dentro dos microtúbulos. 

Experiência

Em uma EQM (Experiência de Quase-Morte), os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída. É como se "a alma não morresse, voltasse ao universo". 

Hameroff explicou a teoria em um documentário narrado por Morgan Freeman, chamado "Through the Wormhole" (Através do Buraco de Minhoca), que foi levado ao ar recentemente pelo Science Channel, nos Estados Unidos.

"Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; ela simplesmente é distribuída e dissipada pelo universo", disse o cientista.

Segundo ele, "se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente passa por uma EQM".

Simples Assim... ... .

O luto é um processo vivido em várias perdas.


O Dia de Finados para os católicos, celebrado nesta sexta-feira (2), é dedicado a homenagens para parentes e amigos queridos que se foram. Perder um ente faz com que muitas pessoas fiquem tristes pela saudade e com a lembrança de quem já morreu.

Para a dona de casa Ivânia Alves, por exemplo, aceitar a morte como algo natural da vida não é fácil. Ela perdeu um irmão há três anos e contou que até hoje não conseguiu se conformar. "Já se passou muito tempo e eu ainda não entendo porque ele se foi. Gostaria de entender, mas não consigo. A saudade é muito grande", desabafou.

Mas para a psicóloga Ludymilla Zacarias, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a vida toda lidamos com perdas e muitas vezes não conseguimos aceitar a dor causada por elas. Com mestrado em 'Luto', ela explicou que o mesmo é um processo vivido também em diversas perdas, além da morte. "A vida toda encaramos perdas, como a separação de um casal, um filho que vai morar longe para estudar, a perda de um animal de estimação, entre outros tantos exemplos. Então, esse é um processo que a gente vivencia de diversas maneiras ao longo da vida. E todas essas situações são difíceis, pois são momentos de ruptura de laços afetivos. Mas apesar de difícil, é importante legitimar isso como algo natural na vida das pessoas", esclareceu.

O massoterapeuta Julio Gonçalves perdeu uma namorada há 16 anos. Hoje ele é casado e tem filhos, mas contou que levou pelo menos 10 anos para conviver com a ideia de não ter mais a ex-namorada por perto. "É uma dor tão grande. É como se fosse uma ferida que vai cicatrizando aos poucos. Hoje posso dizer que superei. A vida criou outros rumos, mas amor igual eu sentia por ela, eu nunca mais senti", disse.

O processo do luto
Ludymilla explicou que o luto está ligado a um processo que acontece basicamente em fases, cuja teoria foi criada por Elizabeth Kübler-Ross, uma psiquiatra suíça que atendia pacientes terminais. Segundo a psicóloga, ela observou que estes pacientes apresentam um conjunto de reações emocionais naturais que poderiam ser agrupadas em cinco fases.

A primeira é de negação ou isolamento, que é quando a pessoa recebe a notícia do óbito. "Essa negação acontece, não porque a pessoa quer. Temos mecanismos de defesa que são importantes para continuarmos intactos psicologicamente. Então o inconsciente da pessoa tenta desviar do fato e dizer que aquilo não está acontecendo com ela", disse.

A segunda fase é a raiva, que é quando a negação se torna insustentável e a pessoa começa a manifestar sentimento de revolta porque viu que o fato é real. "É quando cai a ficha, a pessoa que está no processo fica brava com Deus e às vezes o culpa pela dor do momento e também fica brava com as pessoas. É importante ressaltar que cada uma dessas fases variam muito, tive pacientes que ficaram anos em negação. E é importante dizer, também, que não há parâmetro para a dor, alguns superam com uma certa dificuldade outros com menos. Tudo depende do vínculo e dos recursos que a pessoa tem para enfrentar o rompimento", ressaltou.

Ludymilla Zacarias defendeu tese sobre o luto.

A terceira fase é uma etapa ( negociação) em que a pessoa entende que aconteceu e, por isso, passa a fazer promessas, começa a negociar a vida dela para que não aconteça o que aconteceu com o outro", disse.

A quarta fase é um período de isolamento (depressão). "A pessoa vai se isolar e é quando ocorre uma reorientação da energia para os processos internos. A pessoa cansa de brigar com o mundo e se isola conscientemente. E é quando começa a avaliar o que aconteceu e começa a perceber um novo caminho, o valor da vida. É uma fase muito benéfica e de reestruturação interna. 

A quinta fase. Pode ocorrer, ou não, a fase da aceitação. A pessoa entende porque perdeu e aí vem o aprendizado", esclareceu.

Sentir saudade, chorar e reluar para não acreditar faz parte do luto e as pessoas precisam passar por essas fases. "A ideia do mestrado veio da minha prática. Eu trabalhava em um programa de assistência domiciliar, trabalhava com os familiares sobre o óbito, o luto antecipatório, que antecede o óbito e verificava o quanto esse tema era ao mesmo tempo rico e difícil, tanto para os familiares quanto para a equipe como um todo. A partir das vivências eu fui para o mestrado com o objetivo de olhar com mais cuidado essa questão da perda. É isso que tento mostrar, que todos precisamos entender esse processo e viver o luto como um fenômeno que não tem receita, nem tempo específico, nem regra. O luto deve ser vivenciado e respeitado pela pessoa, que a partir do óbito vai ter que oscilar entre as questões da perda e as questões da vida prática, já que o luto envolve as dimensões emocional, intelectual, física, espiritual e social e não só as questões psicológicas. Um luto bem sucedido é aquele em que o familiar não ficou nem fixo na perda, nem negligenciando a vivência da perda. A pessoa para conseguir bem elaborar um luto vai precisar aprender a sentir saudade e continuar trabalhando, por exemplo," concluiu.

Fwd: Moda em Natal na 2ª guerra mundial.

  
 
Seu Alcides mostra aos soldados americanos a mercadoria que valia ouro: 
Meia-calça!
 
 
A loja é a Casa Rio – que anos depois deu origem às lojas Rio Center, que existem até hoje na cidade. Os jovens americanos, como sempre, vestem seus uniformes cáqui e chamam atenção por onde passam. O que eles procuram de tão valioso? Meia-calça de seda!
 
Um par delas vale a felicidade de uma noiva, uma irmã, uma mãe, e a gratidão eterna dessas figuras femininas quando ele voltar para casa.
 
A cena repetiu-se durante todos os anos em que os americanos estiveram por aqui. 
 
Quem conta é dona Guiomar Araújo, viúva de Alcides Araújo, que administrava a loja junto com o pai.
 
"Os americanos ficavam doidos quando viam que a gente vendia meia-calça. Eles diziam que não tinha mais meia-calça no mundo por causa da guerra. Compravam muito, pagavam em dólar.
 
Eu e Alcides tivemos que pedir muito mais peças para o fornecedor em São Paulo. Era um pedido tão grande que o fornecedor achou que a gente estava de brincadeira, e ligou muito pra mim muito chateado. Eu disse 'mande as meias que eu pago adiantado'!
 
Enquanto os americanos estiveram por aqui, vendi mais meia-calça que na minha vida toda, eu acho" relembra ela, com uma memória irretocável para os seus 90 anos.
 
 
 
 
 
 
Dona Guiomar na porta da loja. Notem o "english spoken"
 
A história contada por dona Guiomar nos diz muito sobre a realidade de Natal no período da Segunda Guerra, principalmente sobre a moda e sua ligação com os hábitos e costumes da população – que é o que interessa a este artigo. Mas para entender o que acontecia, precisamos primeiramente entender como a Segunda Guerra Mundial modificou a moda no mundo.

A guerra e o mundo
 
Os tailleurs com ares de uniforme militar, caracterísitcos dos anos 40
 
No início dos anos 40, Paris ainda dominava a geografia da moda. Podia-se dizer que a capital francesa era o centro do mundo no mapa da alta costura. E foi a partir de Paris que vieram as mudanças drásticas, impostas pela Ocupação, que transformou o visual das mulheres da década de 40.
 
A estética do glamour dos anos 30 foi declarada decadente pela política nazista alemã. No livro 'A moda do século', François Baudot registrou:
 
"A parisiense emagrece, suas roupas ficam mais pesadas e as solas de sapatos também. (…) assim, a partir de 1940 está proibido mais de que quatro metros de tecido para um mantô e um metro para chemisier (exceção feita apenas para as grávidas). Nenhum cinto de couro deve ter mais de quatro centímetros de largura."
 
Durante toda a década, a estética será dominada pelo racionamento de roupas, a economia de botões e outros aviamentos e a reciclagem de peças antigas - teria surgido aí a customização?

Além disso, as mulheres sofrem com o sumiço da meia-calça. Todo o naylon e a seda produzidos na Europa eram aproveitados na fabricação de pára-quedas, e as – antes elegantíssimas – parisienses agora tem que se contentar com o uso de meias soquetes.
 
Com o tempo, as meias curtas passam a ser utilizadas até mesmo com vestidos de festas. Outra alternativa é maquiar as pernas e desenhar um traço fino na parte de trás, lembrando a costura da meia-calça. Essa é uma imagem icônica do período.
 


 
 
É famosa – e curiosa – também a história contada no livro 'Moda & Guerra: Um retrato da França ocupada' , de um soldado que, ao fim da guerra, levou o pára-quedas na mala para fazer o vestido de noiva da namorada.
E assim as pessoas sobreviviam nos duros anos 40.
 
O tailleur com ares de uniforme militar, de ombros largos e saia reta, é o modelo mais usado no período.
 
O unico elemento do visual feminino que não sofreu racionamento foram os chapéus. Isso fez com que a moda subisse – literalmente – à cabeça das mulheres, e se a roupa e os sapatos eram bem modestos, os chapéus e turbantes eram verdadeiras esculturas. Serviam para dar um ar mais arrumado ao visual, mas também para esconder cabelos mal cuidados e mal cortados, carentes de um salão de beleza.
 
O lenço na cabeça, usado pelas moças que foram trabalhar nas fábricas, logo foi incorporado ao visual feminino em todas as camadas da sociedade. Da operária à mulher do oficial – a única que ainda tinha algum dinheiro para comprar roupas novas.
 
Foi com o dinheiro das mulheres dos oficiais nazistas que a alta costura conseguiu sobreviver, mesmo que em coma, nesse período.
 
Os historiadores são categóricos em afirmar que, caso a alta costura tivesse parado de produzir por completo durante os anos de guerra, a França haveria perdido para sempre o lugar que ocupa no mapa da moda, o que mudaria completamente o panorama da moda atual.
 
 
 
A moda que subiu à cabeça
 
 
A guerra e Natal
 
 
Se à época da guerra Paris era um grande parque de diversões que foi fechado por falta de energia, Natal não passava de uma pequena vila que começava na Ribeira e terminava no Tirol. É difícil para as novas gerações imaginar essa antiga ordem da cidade, onde Ponta Negra era uma distante praia de veraneio.
 
Com os americanos veio também uma revolução significativa nos costumes da cidade. A professora e pesquisadora Josimey Costa registrou no documentário 'Imagem sobre imagem – a Segunda Guerra em Natal' depoimentos que remontam a influência que a guerra e a chegada dos americanos tiveram sobre Natal.
 
E o que mais chamou atenção da pesquisadora foi que a guerra era excitante para os moradores da então pacata capital potiguar. "Quando comecei a pesquisa eu tinha a ideia de que foi um período de tensão, que as pessoas viviam oprimidas, com medo da guerra chegar aqui. Mas o que percebi é que as pessoas vivem apesar disso e encontram – mesmo nos períodos mais trágicos – momentos de alegria".
 
Os momentos de alegria trazidos pela guerra eram os bailes, a bebida, os chicletes, a música e os belos e
 
jovens soldados de cabelos loiros e olhos azuis – biotipo totalmente diferente dos potiguares. Um dos
 
entrevistados de Josimey no documentário, Alvamar Furtado, fez uma comparação interessante:
 
"Natal foi invadida por uma multidão de príncipes encantados".
 
E quem tem tempo para ficar oprimido com tanta novidade na cidade?
 
Talvez só mesmo os rapazes natalenses, que perdiam feio para os americanos na hora da paquera. Os nativos eram formais, usavam terno e chapéu de palhinha. Já os estrangeiros, quando não estavam de uniforme, usavam camisas coloridas por fora da calça – sem "ensacar" como dizemos por aqui – e as mulheres achavam isso um charme.
 
Dona Guiomar lembra que os soldados também iam à Casa Rio comprar Chanel Nº 5, outro item escasso que fazia sucesso durante a guerra. E que isso deu margem para um golpe que ficou famoso na época: "tinha gente em Natal querendo dar uma de esperto.
 
Eles pegavam vidros de Chanel Nº 5 e dividiam em vários frascos. Completavam com outro perfume barato e vendiam para os americanos. Eles eram loucos por esse perfume, e compravam muito. Muitos caiam no golpe", conta.
 
 
 
Anúncio anterior à II Guerra, década de 30
 
 
Também foram os americanos que trouxeram os calções curtos de helanca para os banhos de mar em Ponta Negra e Areia Preta. Antes disso, os rapazes natalenses usavam calções compridos na praia.
 
As moças passaram a querer usar maiô aberto nas costas, como as atrizes de Hollywood e as pin-ups dos calendários.
 
Mas por aqui a vigilância dos pais ainda era severa, e as mães geralmente cobriam as costas do maiô com uma peça de croché.
 
 
Foi a época também em que as mulheres começaram a usar calças compridas à la Marlene Dietrich. Só as solteiras usavam, não ficava bem para uma mãe de família andar de calças por aí.
 
E as moças que usavam eram "mal faladas".
 
 
 
 
Marlene Dietrich, a musa de calças compridas
 
 
Os cabelos eram cacheados com bobs, as moças perdiam horas ondulandos os fios. Apesar do racionamento de tecidos no resto do mundo ter feito as saias minguarem, por aqui elas ainda eram rodadas. Ideais para balançar e rodopiar nos bailes do América.

Há estudos que defendem que nem tudo foram flores nesse período. Os preços por exemplo subiram vertiginosamente. Havia muito dólar circulando, e o comércio cobrava como se todos tivessem o mesmo rendimento dos americanos, quando na realidade a cidade era, de uma forma geral, muito pobre.
 
Mesmo assim, a maioria das pessoas que viveu aquela época a lembra com saudosismo, como uma época de ouro da cidade.
 
Talvez porque, em termos de moda e estética, Natal era uma bolha de glamour num mundo castigado pelo racionamento. Não faltava meia-calça nem Chanel Nº 5, mesmo que a maioria da população não tivesse o hábito de usar nem um nem outro.




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