13/11/2012
SC: um mês depois, segue mistério sobre círculos "extraterrestres".


Com 85 metros de altura, árvore de Natal da Lagoa será acesa no dia 1º .

Um dos eventos mais esperados do ano pelos cariocas e turistas que frequentam a cidade, a árvore de Natal da Lagoa será acesa no dia 1º de dezembro, durante um espetáculo que contará com um concerto adaptado do clássico "O Mágico de Oz". O evento, que é gratuito, está marcado para as 20h, no Parque do Cantagalo. Em sua 17ª edição, a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guiness Book, terá 85 metros de altura, o equivalente a um edifício de 28 andares.
A megaestrutura da árvore de Natal da Lagoa começou a ser montada em 15 de setembro. Ao todo, estão envolvidas cerca de 1.200 pessoas, entre produtores, engenheiros, técnicos e artistas. Com peso total de 542 toneladas, a árvore será iluminada por 3,1 milhões de microlâmpadas, 120 mil metros de mangueiras luminosas e 100 refletores de led RGBW, além de seis geradores embarcados, sendo quatro para a iluminação básica da árvore e os outros para serviço e sinalização noturna.
Este ano, a decoração da árvore promete levar o espectador em uma viagem pelas quatro estações do ano. Com o tema "Todos os Natais do mundo", a cenografia inédita tem o objetivo de celebrar a magia e o romantismo típicos dos festejos natalinos. O jogo de luzes começará no outono, com lâmpadas em tons de verde e detalhes de galhos de árvores que vão simular a queda de folhas. Para representar o inverno, a árvore ganhará uma tonalidade branca, e será possível ver um efeito de neve caindo. A primavera chega com luzes amarelas e flores coloridas, em efeito 3D, e o verão será mostrado em tons que lembram o brilho do sol. Pela primeira vez, uma base iluminada de 810 metros quadrados vai representar uma toalha de mesa rendada. A base é composta por 11 flutuadores, que pesam entre 12 e 16 toneladas.
Um carrilhão eletrônico importado da Itália e semelhante ao usado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, reproduzirá eletronicamente os sons das badaladas de sinos originais. O sistema permitirá a execução automática de músicas em dias e horários programados. As canções poderão ser ouvidas em todo o entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Para aqueles que quiserem acompanhar o espetáculo de inauguração, o evento contará com três telões espalhados em pontos estratégicos da Lagoa (Parque dos Patins, Parque do Cantagalo e Parque dos Skates), que transmitirão o evento em tempo real. Quem não puder comparecer, poderá acompanhar a transmissão do evento pelo site arvorenatalbradescoseguros.com.br.
A atriz e cantora Malu Rodrigues e o ator Luiz Carlos Miele serão os mestre de cerimônia do evento, como Dorothy e o Mágico de Oz, respectivamente. Eles vão apresentar o tema "Todos os Natais do mundo". Por meio de inserções reais e virtuais, os atores vão passear pelas cidades de Jerusalém, Roma, Moscou, Nova Iorque, Londres, até chegar ao Rio. Na programação, está prevista, ainda, a execução de composições natalinas e da música tema da árvore, composta pelos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle.
No concerto, temas natalinos serão interpretados pelo Coral da Fundação Bradesco, pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, sob a regência do Maestro Vantoil de Souza Júnior, e pelos cantores Emílio Santiago e Simone. Para completar o espetáculo, uma suíte do balé "Quebra Nozes" com pas de deux dos bailarinos Larissa Fernanda e Luiz Santiago, da Escola de Ballet Dalal Achcar, será apresentada.
A tradicional queima de fogos, sincronizada com efeitos especiais de som e luzes, vai anteceder o completo acendimento da árvore. A direção geral do espetáculo é de Maurício Tavares.
Nenhum gesto de amizade, por muito insignificante que seja, é desperdiçado.....

Simples Assim... ... .

Ótimo Livro...

Amsterdam*
É um romance centrado em dois personagens, o editor de um jornal, Vernon Halliday e o compositor Clive Linley, um verdadeiro par de personalidades que se assemelham mais do que imaginamos a principio e cujas reações se complementam, movendo a trama do romance num crescendo cantábile até um final surpreendente. Apesar de parecerem distintos, com profissões, estados civis e temperamentos diversos, esses dois amigos de longa data se completam. Conhecemos a dupla, logo na abertura da narrativa, no enterro de Molly, a amante que ambos tiveram em comum. Daí em diante começamos a compreender as diversas maneiras em que esses homens de meia idade tiveram suas vidas emaranhadas num labirinto de interconexões.
Usando desse artífice Ian McEwan consegue em meras 184 páginas fazer um verdadeiro ensaio na forma de ficção sobre alguns problemas éticos que nos afligem. A que custo devemos perseguir o sucesso profissional? Quando a ambição passa dos limites? Temos direito à censura antecipada? O que separa a vida privada da vida pública? Testemunhar uma tentativa de crime incorre em obrigações sociais? A eutanásia pode ser encomendada? Esses e outros assuntos estão constantemente nos assediando. Enquanto escrevo essa resenha acompanho no rádio o caso do ex-diretor do CIA que pediu demissão por uma traição amorosa, enquanto o jornal da manhã mostrava a diretoria da BBC embaraçada com os escândalos de pedofilia. E na semana passada o Congresso brasileiro passou a lei Carolina Dieckmann de proteção à privacidade de pessoas públicas na internet. Esses são assuntos de hoje, do dia a dia, que já estavam na pauta de Ian McEwan em 1998, quando esse romance foi publicado.-

Toda a tensão nesse romance tem como base o pequeno número de personagens. Em primeiro plano aparecem as conturbadas emoções manifestadas pelos desejos de Vernon e Clive. É grande a ambição de ambos, que já chegaram ao ápice de suas carreiras e podem olhar para o futuro ocaso de suas vidas com o sentimento de dever cumprido. Mas a morte de Molly, ainda jovem, os desestabiliza. São obrigados a incluir em seus horizontes seus próprios fins. Vemos também se imiscuir entre eles recalques e desejos deixados de lado e agora relembrados nessa amizade. Em comum eles têm não só a mesma amante mas a traição, já que ambos conheciam e eram amigos do marido de Molly.
Esta é uma amizade repleta de inveja, raiva, fidelidade, ódio, culpa; de uma gama enorme de sentimentos contraditórios e complementares. Essas emoções que os unem, inicialmente aparecem em cores brandas, se intensificando à medida que o romance se desenvolve. Mas é a competitividade entre eles, já existente desde os tempos de Molly, que eventualmente os arma e prova até o último momento o quanto esses dois amigos se assemelham. Amsterdam é um excelente ensaio sobre as emoções que afligem o ser humano de hoje, homens complexos e destemidos, ambiciosos e egoístas. É uma janela na alma humana corroída pela liberação de antigas regras éticas. |



