15/11/2012
Simples Assim...
Nem sempre a vida é como sonhamos, Mas acredito que viver é um mistério lindo que se renova a cada dia. Portanto, se em algum momento sua vida não for como você sonhou, Não desanime, pois a cada dia renasce a esperança de que o amanhã será bem melhor.

Peregrina
Quer melhorar seu humor? Endireite suas costas.

O verdadeiro SEGREDO ...
O amor não é um assunto fácil. Dentro do assunto
do amor existe o sentimento de repressão, de sentir-se rejeitado. Existe também o assunto da inveja, o assunto de hesitação,...
Cerca de 70 ou 80 por cento das músicas compostas no mundo têm como tema o amor. Mas na maioria dessas músicas eles misturam o amor com a tristeza, com a dor.
Se o amor é uma emoção positiva, então, por que existe tanta complexidade ao redor do amor? Geralmente as pessoas não entendem o assunto do amor.
Li um artigo num jornal da Inglaterra que dizia que a maior parte dos advogados, juízes, etc. que ficam ocupados nos processos de corte judicial não ficam ocupados porque existem muitas pessoas que criam problema no mundo.
Mas porque existem muitas pessoas com amor no mundo. No sentido que, na verdade, o que causa maior trabalho e que mantém e sustenta os advogados do mundo é o amor, por causa dos divórcios entre os casais e das brigas, divisão de propriedade,... todas essas coisas. São coisas que acontecem entre casais que
se amaram e mais tarde acabam se tornando inimigos.
Então, antes do tema da compaixão, eu gostaria de abordar o que significa amor e apego. Vou compartilhar um exemplo para esclarecer isso, um fato real: "Havia esta mãe e seu filho na cidade de Cambridge, na Inglaterra. A mãe amava muito o filho. Aconteceu que o filho recebeu o convite para um emprego na Austrália. Ele não vinha tendo boas oportunidades de emprego na Inglaterra, mas recebeu uma ótima oportunidade na Austrália. Então, a mãe disse: "Eu te amo demais. Por favor não vá. Não importa se você está infeliz, se você não está tendo oportunidades de emprego, mas permaneça aqui na Inglaterra, porque eu te amo demais." Então, o que estava acontecendo nesta situação?
Por um lado, a mãe ama o seu filho. No entanto, de certo modo a mãe está se tornando dependente do filho. Temos que entender isso. Isso não está conectado com o amor é um sentimento completamente egoísta.
Contudo, ela também tem amor pelo filho e isso é uma área separada. Mas com o passar do tempo, a parte egoísta fica maior e maior, e vai crescendo. Depois, por causa de uma confusão interna, ela começa a pensar que tudo aquilo é amor.
Temos que entender que essa dependência é a causa de toda a amargura que existe nos relacionamentos. Se houvesse apenas amor, não haveria razão para o sentimento de angústia e amargura. Nesta situação, angústia é essa dependência a qual nós chamamos de apego. É uma dependência emocional. Se essa dependência fosse removida, a própria mãe ficaria mais feliz e haveria um relacionamento saudável entre eles. Vamos imaginar que aquela mãe fosse livre daquela dependência. Então ela diria: "Já que você está conseguindo este emprego lá na Austrália e ficará feliz, então vá. Não se preocupe..."
Há um professor de sociologia que diz que em todos os relacionamentos, esses dois fatores estão presentes.
Existe o amor, mas junto com o amor, existe algum sentimento de egoísmo. Se este egoísmo não é percebido, a tendência dele é crescer. Se eu penso que tudo isso é amor, então este egoísmo se mantém crescendo. Podemos pensar no exemplo de um casal. Ambos sentem e pensam que se amam, mas também os dois têm o seu próprio egoísmo.
A vida nos encoraja a sermos livres desta dependência, para que verdadeiramente
sejamos amorosos e possamos experimentar essa emoção mais elevada. Se eu experimentar dessa maneira, então, isso vai ser bom para mim e vai ser bom para os outros.
E a compaixão? Vamos pensar em outro exemplo: Há alguns anos,
um jornal trouxe um artigo onde mostrava uma criança passando grande dificuldade na Bósnia. O jornal dizia que essa criança estava doente, ... e não existia tratamento na Bósnia. Dizia que se aquela criança pudesse ser enviada para a Inglaterra, nós seríamos capazes de salvar a vida da criança. No dia seguinte, mais jornais trouxeram notícias correlatas. No terceiro dia, a televisão começou a mostrar esta notícia. De repente, esta notícia estava em toda parte. Quarenta mil pessoas telefonaram ao escritório do Primeiro-Ministro da Inglaterra. Eles diziam: "Nós temos de fazer alguma coisa a respeito desta criança". O escritório do primeiro ministro ficou completamente congestionado. O primeiro ministro se sentiu obrigado a enviar um avião militar para a Bósnia para poder trazer aquela criança. Isso custou ao governo inglês quatro milhões de libras.
Ao ouvir essa notícia, pensei no que estava acontecendo? "Compaixão", sim é uma forma de compaixão, mas eu posso ver na rua crianças que também
precisam de atenção e cuidados. Na verdade, quatro milhões de libras seriam capazes de salvar a vida de muitas famílias inteiras. Todo mundo sentiu compaixão por aquela criança, mas ao ver o ocorrido, somos capazes de ver uma certa cegueira. É como se nós não estivéssemos vendo o contexto completo. Alguns órgãos de mídia simplesmente estavam criando toda esta notícia como uma forma de criar um assunto que pudesse dar ibope na mídia e, talvez, fazer até alguma forma de gozação com o Primeiro-Ministro. Vocês são capazes de entender isso? Isso pode acontecer também naquilo que nós chamamos de compaixão em nós. Em vinte e quatro horas, só no dia de hoje, cerca de cento e cinquenta mil pessoas morreram, então, diariamente uma média de cento e cinquenta mil pessoas morrem no mundo por dia.
Se o jornal de repente noticiasse a morte de uma pessoa específica, todo mundo começaria a sentir muito por aquela pessoa que o jornal estaria noticiando. Como se todos os outros cento e quarenta e nove mil, novecentos e noventa e nove não fossem importantes! Eu também posso simplesmente ler uma história e de repente ter aquela emoção e aqueles sentimentos dentro de mim. Então, nós podemos agir com base na compaixão, mas junto com isso nós deveríamos nos perguntar: "Será que existe alguma cegueira nessa compaixão, será que esta compaixão é cega, será que existe alguma confusão por trás? Se nós percebermos que existe alguma confusão por trás, nós então deveríamos parar e nos analisar.
A compaixão é uma energia muito, muito boa, mas ela tem que ser direcionada de uma forma correta. Outro exemplo é o de uma mãe e a sua filha. A mãe tinha uma série de problemas de saúde e a filha costumava ir ajudá-la, e cada vez que a filha ia para cuidar da mãe, a filha sentia muita tristeza. Ela chamava isso de compaixão. Ao ver o estado da sua mãe, ela chorava, sentia muita tristeza e dizia: "Se eu não choro, é como se eu não estivesse amando minha mãe". Isso demorou alguns meses. A filha começou a perceber que cada vez que ela ia visitar a sua mãe, ela ficava depressiva, deprimida. Então começou a pensar: "Eu não quero mais ver a minha mãe, eu não dou conta disso, porque toda vez que eu vou ver a minha mãe, eu fico deprimida e depois, outros têm que cuidar de mim, então eu não vou ver mais a minha mãe".
Nós vemos que nesta situação também existe a energia do amor presente, mas esta energia está misturada com outros tipos de sentimentos. Nós acabamos não sendo bons o suficiente para beneficiar outros. O que nós podemos fazer? Como desenvolver esta energia pura na sua forma mais elevada, sem que ela esteja mesclada com esses outros tipos de sentimentos?
Nós precisamos ter uma postura realista perante a vida.
Atualmente a perspectiva que nós temos da vida pode ser manipulada por qualquer pessoa, qualquer jornal e qualquer meio de comunicação.
Pode acontecer de eu ficar todo cheio de compaixão por uma criança da Bósnia, mas eu não tenho nenhum sentimento por todas estas crianças que estão na minha própria cidade. Pode acontecer de eu seguir a vida com este sentimento, que eu chamo de compaixão, e aí eu fico deprimido e outros têm que cuidar de mim.
Então, há alguma coisa que não está correta. Será que deveria haver alguma mudança em nós ou deveríamos continuar a viver assim? O que é o amor verdadeiro e o que é compaixão verdadeira?
Nós percebemos que muitas vezes nossa compaixão acaba sendo poluída com outros aspectos que acabam sendo mesclados nela. Quando a compaixão tem alguma coisa misturada nela, então aquele benefício inicial acaba sendo perdido.
O modelo em que vivemos é temporário. Tudo vai mudar!
Um dia todos nós iremos morrer. Numa perspectiva mais ampla, vemos tudo como uma peça de teatro. Se você não é capaz de ver a vida como uma peça de teatro, você começa a chorar, a se emocionar. Se você é capaz de ver tudo como uma peça de teatro, você começa a descobrir que todas estas emoções são fúteis. Contudo, ter compaixão pelos atores, os quais estão representando os papeis, é uma atitude muito útil.
Então, em cada personagem descobrimos que há os verdadeiros atores. Se eu não sou capaz de ver os verdadeiros atores, eu preciso melhorar a minha visão. Os atores verdadeiros são as almas.Por exemplo: Existe a Cinderela, e por trás desta personagem existe uma atriz. Eu desejo saber: O que esta atriz precisa? Ela precisa de água? Ela precisa de um agasalho? Atrás de cada personagem da vida, existe um verdadeiro ator. Da mesma forma que existe uma peça chamada Cinderela, existe um personagem chamado "Obama". Mas, atrás de cada personagem existe um ator: "A alma". Aquela que representa a irmã feia na Cinderela pode ser uma amiga na nossa vida real.
Portanto, temos que parar de nos queixar da vida. Pois, se eu for capaz de ver os atores, haverá compaixão. Se eu não for capaz de ver o ator, eu começo a ter a compaixão pela Cinderela, pelo Tom e Jerry. Na sua própria vida, as pessoas à sua volta também encenam personagens. Por exemplo, alguém que está te criticando o dia inteiro. Elas estão representando. Que tipo de ajuda eu posso dar?
No momento muitos estão confusos com os papeis que estão desempenhando. Neste aspecto, nenhuma outra ajuda vai fazer o mesmo efeito. Mas a primeira atitude é: Eu próprio tenho que despertar para a realidade.
Uma pesquisa foi feita na área da Biologia, em relação à lagarta que se transforma em borboleta.
Naquele casulo temos a impressão de que a borboleta tem muita dor. Certa vez, cortaram o casulo da lagarta. Quando ela se transformou em borboleta, não foi capaz de voar e morreu. Da mesma forma, assim é nossa vida. Temos que romper nosso casulo para voarmos.

Om Shanti
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