O número de mortos pelas inundações e deslizamentos na região serrana do estado do Rio de Janeiro já passou de 600. De acordo com o último balanço da Defesa Civil, as inundações e principalmente os deslizamentos de terra, que soterraram inúmeros imóveis construídos nas encostas das montanhas, provocaram pelo menos 616 mortos. Nova Friburgo e Teresópolis continuam as cidades mais afetadas: mais de 250 pessoas morreram em cada município.
As autoridades estaduais registram 6.050 desabrigados - aqueles que perderam suas casas - e 7.780 desalojados - os que tiveram de abandonar provisoriamente seus lares devido ao risco de novos deslizamentos. Os números podem aumentar ainda, pois há áreas isoladas às quais as equipes de resgate não chegaram. Além disso, as chuvas não param e os meteorologistas preveem que prosseguirão pelo menos até a próxima quarta-feira (19).
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou neste domingo (16) estado de calamidade pública nos sete municípios mais afetados pelas chuvas. O decreto inclui Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal. A medida busca facilitar os trabalhos de reconstrução da infraestrutura e das casas destruídas pelas enchentes e deslizamentos de terra.
O estado de calamidade pública permite tanto ao Governo estadual quanto às Prefeituras municipais contratar empresas construtoras e serviços, bem como funcionários terceirizados, sem necessidade de abrir licitações públicas e evitando outros empecilhos burocráticos. O decreto, com vigor inicial de 180 dias, também agiliza a aquisição de materiais e a execução de obras. O estado de calamidade pública começa a valer a partir da segunda-feira (17).
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