Nas eleições de outubro deste ano, serão as mulheres, maioria, que darão o voto final na hora de eleger o novo (ou a nova) presidente da República, governadores de estado, deputados e senadores. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elas já são 51, 8% do eleitorado brasileiro, mais de 68 milhões de pessoas - os homens são 63 milhões. Não à toa, elas terão tratamento especial nas campanhas presidenciais que contarão com núcleos específicos para disputar o voto feminino, apesar de as pré-candidatas mulheres ainda perderem na preferência de voto para os pré-candidatos homens nas pesguisas de intenção de voto.
Preferências
Levantamento divulgado no começo de abril pelo Instituto Vox Populi coloca o pré-candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, à frente de Dilma Rousseff,pré-candidata pelo PT, na preferência de voto feminino. Se a eleição fosse hoje, Serra teria 34% dos votos das mulheres, contra 27% de Dilma. Saindo da polarização dos dois candidatos líderes da pesquisas, Ciro Gomes (que se apresenta como candidato apesar de ainda não ter seu nome aprovado pelo partido, o PSB), vem em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto feminino, seguido pela pré-candidata do PV, Marina Silva, com 6%.
A candidata com mais vantagem neste inicio de campanha, por sua vez, também está mais bem cotada entre o sexo oposto: Dilma Rousseff tem 37% da preferência do eleitorado masculino, contra 34% de Serra.
Entre os eleitores da candidata do PV, Marina, é a exceção, pois tem mais votos de mulheres do que de homens. "Os dados refletem a desigualdade que ainda existe em relação ao nível de informação sobre os candidatos", afirma Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi. "Não significa que as mulheres tenham resistência em votar em outra mulher. Mostra apenas que hoje o candidato Serra é mais conhecido."
Luis Paulo Montenegro, vice-presidente do IBOPE, lembra que em 2002 a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, foi pré-candidata pelo PFL (hoje DEM) e chegou a ocupar o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto amparada, justamente, pela preferência feminina - ela saiu da disputa devido a escândalos de corrupção envolvendo seu governo. "Essa lacuna — da mulher conhecida que pode angariar votos femininos — ainda existe — nem Dilma e nem Marina conseguiram ocupá-la e é o Serra que a está preenchendo", diz Montenegro.
Excluindo a ascensão e a queda relâmpago de Roseana Sarney, em 2002, o fato é que a eleição deste ano será a primeira na qual uma mulher terá realmente chances de se eleger presidente. "A Dilma tem chances reais, mas a imagem de gerentona pode complicá-la na hora de conquistar o voto feminino", diz Montenegro. Ele lembra ainda que, historicamente, o PT sempre teve mais votos de homens do que de mulheres, o que pode explicar, em partes, o fato de Dilma ser a preferida entre o eleitorado masculino. Isso mostra, ainda que indiretamente, a possível transferência de votos do presidente Lula para a candidata escolhida por ele.
26/05/2010
As Mulheres estão Poderosas...
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