14/06/2010

Velha Rabugenta

 

Quando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma pequena clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor.

 

Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, eles encontraram um poema. Sua qualidade e conteúdo impressionaram todas as pessoas, e todas as enfermeiras queriam uma cópia da  mesma.

 

Uma delas levou uma cópia para a Irlanda.

 

A única herança que a velha deixou a  seus sucessores  foi  publicado na edição  de Natal da notícia  da União para  a Saúde Mental na  Irlanda do Norte.

 

Este poema, simples mas eloqüente,  também foi apresentado  com slides.

 

Então, esta velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar ao mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula na Internet.

 

 

A Velha Rabugenta

 

Que vêem amigas?

Que vêem?

Que pensam quando me olham?

 

Uma velha rabugenta

não muito inteligente

de hábitos incertos,

com seus olhos sonhadores

fixos ao longe?

 

A velha que cospe comida

que não responde

 

ao  tentar ser convencida...

"De, fazer um pequeno esforço?"

 

A  velha, que  vocês acreditam

que  não se dá conta das  coisas que vocês fazem

e  que continuamente perde  a sua escova ou

o  sapato ? 

 

A velha, que contra sua vontade,

mas humildemente lhes permite 

a fazer o que queiram,

que me banhem e me alimentem

só para o dia passar mais depressa.... 

 

É isso que vocês acham?

É isso que vocês vêem?

Se assim for,

 

abram  os olhos, amigas,

porque isso  que vocês vêem 

não  sou eu!

 

Vou  lhes dizer quem sou,

quando estou sentada aqui, tão tranquila

como  me ordenaram...

 

Sou uma menina de  10 anos, que tem  pai e mãe,

irmãos  e irmãs que se  amam.

 

Sou uma jovenzinha de 16  anos.

Com asas nos  pés, e que sonha  encontrar seu amado.

 

Sou  uma noiva aos 20,

Que  o coração salta nas  lembranças,

Quando  fiz a promessa

Que  me uniu até o  fim de meus dias

com  o AMOR de minha  vida.

 

Sou  ainda uma moça com  25 anos,

Que  tem seus filhos,

Que  precisam que eu os  guie...

Tenho  um lugar seguro e  feliz ! 

 

Sou  a mulher com 30  anos.

Onde  os filhos crescem rápido,

E  estamos unidos com laços 

que deveriam durar para  sempre...  

 

Quando  tenho 40 anos

Meus  filhos já cresceram

E  não estão em casa...

Mas  ao meu lado está  meu marido

Que  me acalente

quando  estou triste. 

 

Aos  cinquenta, mais uma  vez

comigo deixam os bebês, meus netos,

e de novo tenho a alegria das crianças,

meus entes queridos junto a mim   

 

Aos  60 anos,

sobre  mim nuvens escuras aparecem,

meu marido está morto;

e quando olho meu futuro

me arrepio toda de terror.

 

Os  meus filhos se foram,

e agora tem

os   seus próprios filhos...

Então penso

em  tudo o que aconteceu  e no  amor que  conheci.

 

Agora  sou uma velha.

Que  cruel é a natureza....

A  velhice é uma piada

Que  transforma um ser humano

Em  um alienado.

O  corpo murcha

Os  atrativos e a força  desaparecem

Ali,  onde uma vez teve  um coração

Agora  há uma pedra.  

 

No  entanto,

nestas  ruínas, a menina de  16 anos

ainda  está viva.

E o meu coração cansado,

ainda está repleto de sentimentos

Vivos  e conhecidos

Recordo  os dias felizes e  tristes

Em  meus pensamentos volto  a amar e a viver  o meu passado.

Penso  em todos esses anos

 

Que  foram, ao  mesmo tempo poucos

Mas  que passaram muito rápido,

E  aceito o inevitável..

Que  nada pode durar para  sempre...

por  isso, abram seus olhos  e vejam

Diante  de vocês não está  uma velha mal-humorada

 

Diante  de vocês estou apenas  "EU..."

Uma  menina, mulher e senhora

Viva...!!  E com todos os  sentimentos de uma vida...

Lembrem  deste poema da próxima  vez

que  se encontrar com uma  pessoa idosa mal-humorada

e  não a rejeitem,

Sem  olhar primeiro a sua  Alma Jovem…

 

Você….  vai estar algum dia em  seu lugar…

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