10/11/2010

Perca calorias dançando...















Os reality shows e as competições entre celebridades colocaram a dança de salão na boca do povo novamente. E a notícia boa é que ela não é só uma diversão, mas pode, também, ser um ótimo recurso para te ajudar a perder aqueles quilinhos extra. Ao contrário do que muitas podem pensar, dançar queima calorias.

Os diversos ritmos, que vão desde o tradicional tango até o caliente zouk, possibilitam que você se exercite, trabalhando postura, bumbum, pernas, além de te ajudar a ficar com aquela postura impecável de bailarina, com tudo no lugar. Para quebrar a monotonia da musculação, você pode alternar a academia com as aulas de dança. Assim, seu pique para fazer as duas atividades vai continuar sempre lá em cima.

Já tem muita mulher aderindo a esta tendência, deixando para trás o preconceito de que dança de salão é coisa só para gente velha. A publicitária Juliana Rodriguez, 25 anos, fazia aulas de jazz e sapateado na adolescência, e agora optou pelos ritmos de salão, pois não queria abrir mão da dança. "Além de aprender novos ritmos, ainda tive o incentivo de fazer aula na companhia de mais dois casais de amigos", conta ela. Diversão garantida!

Perca calorias, ganhe auto-estima

Uma das grandes vantagens de praticar a dança de salão é que ela não possui contra indicações, podendo ser feita por pessoas de todas as idades. Claro, não se pode esquecer que, como em qualquer outro exercício, é preciso ter um acompanhamento médico, ficar atenta a problemas de coluna e articulação, e caprichar sempre no aquecimento e nos alongamentos antes e depois das aulas.

Dançando, seja em um ritmo moderado ou mais acelerado, você consegue fortalecer sua musculatura corporal de forma natural, melhorando seu condicionamento físico e cardiorrespiratório. Outra grande vantagem física é o desenvolvimento de sua percepção espacial, coordenação motora e um aumento gradual da flexibilidade. A dança de salão ajuda a evitar alguns problemas que podem surgir com a idade, como fadiga, doenças articulares e circulatórias.

Mas não pense que para por aí, não. Deixando de lado a parte física, a dança ainda é vista por muitos como uma forma de vencer a timidez e facilitar sua integração social. Não tem remédio melhor para o físico e emocional, a dança é desestressante e uma excelente terapia. Embora haja um certo constrangimento no início, comum a quem aprende algo novo, com algumas aulas você já vai perceber que fica mais solta(o) e desinibida(o).

Durante a aula, você tem a oportunidade de conhecer pessoas novas, trocar experiências e se descontrair. A atenção nos passos e na coreografia faz com que você tire sua cabeça dos problemas do dia a dia e fique focada na música e no seu corpo. É um superantídoto para o estresse e o mau humor. Afinal, quem consegue ficar de cara fechada depois de uma hora bailando sem parar?

Maria Luísa Ribeiro tem 31 anos e já faz aula há um ano, por sugestão de uma amiga do escritório em que trabalha. "Fiquei com vergonha de chegar à aula sozinha, mas a turma e o professor foram bastante receptivos e gentis. Como todos estão aprendendo, você não tem medo de errar", conta a advogada que, em pouco tempo, já arriscava tirar seus colegas para dançar. Para enxugar as gordurinhas, ela decidiu aliar a dança às caminhadas diárias.

Par ou Ímpar?

Você pode fazer como a estudante Júlia Migliacci e convidar o gato para aprender a dançar também. Ela estava decidida a fazer bonito no casamento de sua irmã, insistiu um pouco e conseguiu convencer seu namorado, José Eduardo, a se matricular com ela nas aulas. "Depois de pegar o jeitinho dos passos, foi muito gostoso. Eu senti que nós criamos uma intimidade diferente", conta ela.

A dança de salão exige uma cumplicidade entre os parceiros, e faz com que vocês estejam em sintonia. É uma boa maneira de descontrair e se divertir a dois, além de apimentar a relação. Já pensou em se produzir, colocar aquele salto alto e dançar um samba de gafieira com ele, cheia de segundas intenções? 

Se você não tem par, não precisa se inibir. As turmas são organizadas de modo que haja o mesmo número de homens e mulheres. É essencial a formação de um casal, pois as coreogra as exigem passos diferentes para cada sexo. Sempre tem uma equipe para fazer a parte prática, que pode repor os pares que faltam na academia Alvaro's  Dance.

As aulas normalmente têm duração de uma hora, na qual o professor passa alguns passos básicos para os alunos, aos pares, aprenderem. Conforme a turma começa a dominar estes primeiros movimentos, a coreografia começa a se intensificar. Os ritmos são variados para que todos consigam pegar o jeito dos diversos estilos. Quem prefere fazer aulas com um professor particular pode optar por escolher quais ritmos gosta mais.

Um detalhe importantíssimo é a escolha da roupa. Não é preciso usar aqueles figurinos que você vê em filmes, pois eles são apenas para apresentações e competições. O essencial é que a roupa seja confortável e leve, sem prender seus movimentos. Muita atenção aos sapatos: estes, sim, devem ser próprios para a dança de salão, pois a sola certa permite que a mulher realize todos os passos com mais facilidade. E, claro, salto. Não precisa ser enorme, para não causar nenhuma lesão, mas faz toda a diferença na elegância e na postura de quem dança.

O que é o quê?

Os ritmos mais comuns nas academias

Samba-Rock – Ritmo brasileiríssimo, surgiu na década de 1970. As músicas são conhecidas e a coreografia é intensa, com passos bem-marcados e giros velozes. Apesar da aparente dificuldade, você se acostuma com a batida facilmente e memoriza os passos rapidinho. Gasto calórico médio (por hora de aula): 600 kcal.

Salsa – Nascida em Cuba, a salsa sofreu influência de outros ritmos caribenhos e até africanos. É um dos ritmos mais puxados por ser uma dança agitada e bastante aeróbica, movimentando braços e pernas. Mesmo assim, o ritmo latino é fácil de aprender, com uma combinação de passos básicos. Gasto calórico médio (por hora de aula): 600 kcal.

Soltinho – Este estilo, também chamado de swing ou rock soltinho, é uma mistura de diversos ritmos. A coreografia normalmente é elaborada, requer movimentos rápidos de braço e pernas e exige um esforço moderado. A versatilidade é a característica principal do soltinho. Gasto calórico médio (por hora de aula): 550 kcal.

Zouk – Dança surgida nas ilhas caribenhas de colonização francesa, chegou ao Brasil como um ritmo semelhante à lambada. Os passos, um pouco mais lentos, acompanham a batida das músicas. Os movimentos sensuais exercitam as pernas e o abdome. Gasto calórico médio (por hora de aula): 550 kcal.

Samba de Gafieira – Uma ginga bem brasileira, com uma pitada de malandragem. Este é o samba de gafieira, ritmo que exige um pouco mais de flexibilidade dos dançarinos. As coreografias trabalham muito as pernas e o abdome, necessário na hora do rebolado caprichado. Gasto calórico médio (por hora de aula): 500 kcal.

Forró – Apesar de já ser um ritmo popular desde 1950, o estilo se popularizou na década de 90, quando o forró universitário caiu no gosto dos jovens. Além de gostoso e fácil de dançar, o forró também é mais livre, você pode até arriscar um improviso de vez em quando. Exige um esforço moderado e trabalha todo o corpo. Gasto calórico médio (por hora de aula): 500 kcal.

Tango – Estilo típico argentino, tem as coreografias um pouco mais elaboradas. Elegância, sensualidade, expressão corporal e postura impecável são essenciais no tango. Memorizar os passos exige atenção e coordenação motora. Gasto calórico médio (por hora de aula): 450 kcal.

Bolero – Ritmo mais lento, de raízes espanholas, também é um dos mais fáceis de aprender. A coreografia é marcada e cuidadosa, mostrando todo o romantismo das canções. Os passos repetidos ajudam a trabalhar as pernas, e o baixo impacto dos movimentos não força as articulações. Gasto calórico médio (por hora de aula): 450 kcal.

fonte: Revista Zero,


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