No carnaval carioca, os blocos que saem pelas ruas do Rio deram prova de que ainda não pararam de crescer, atraindo quatro milhões de cariocas e turistas durante os quatro dias de sol, de acordo com a Riotur.
Na Quarta-Feira de Cinzas, a BBC Brasil conversou com dois importantes músicos da cidade para falar sobre os rumos do carnaval carioca e refletir sobre o crescimento e as mudanças no carnaval de rua, hoje é o maior do país.
Para o sambista e compositor Moacyr Luz, o Rio está "bem inflado de blocos de rua", mas este crescimento deve se equilibrar naturalmente. Para ele, o carnaval do Rio virou moda, mas a festa continua valendo a pena mesmo cheia. "Ninguém gosta de praia deserta", afirma.
Um dos fundadores do Monobloco, bloco de maior público da geração mais recente, o músico e compositor Pedro Luís diz que o crescimento do carnaval de rua na cidade é evidente e que todos os grupos "têm respirado essa revitalização".
Ele considera que o diálogo da prefeitura do Rio com os blocos - procurando reacomodar aqueles de maior público em espaços mais amplos - tem ajudado a cidade a comportar a festa. Mas lembra que o Rio nunca será "destino único" de foliões, havendo outras cidades de forte tradição na festa Brasil afora.
De acordo com a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), 425 blocos estavam programados para sair antes, depois e nos dias de carnaval, apenas um a mais do que em 2011. Nas ruas, entretanto, a impressão é de um público maior, com muitos blocos chegando às centenas de milhares de foliões, como o Simpatia É Quase Amor, com 150 mil foliões, o Afrorreggae, com 400 mil, e o recordista Cordão do Bola Preta, que atraiu estimadas 2,2 milhões de pessoas.
Apesar de o carnaval já ter acabado oficialmente, há desfiles no Rio até domingo, quando o Monobloco, que no ano passado atraiu meio milhão de pessoas, sai pela Avenida Rio Branco - que na segunda-feira volta a ser o centro empresarial do Rio.
Fonte: BBC Brasil

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