
Talvez eu não seja um exemplo de gentileza. É provável que não. Quase sempre, não estou tão aberto às pessoas. Porém, uma das coisas que mais aprecio é o respeito pelo outro, o cuidado para não ofender, não magoar… Nem sempre tenho sucesso, reconheço. Mas sei que palavras são armas poderosas. Uma palavra pode fazer sorrir, mas também pode causar marcas que, ainda que o tempo passe, dificilmente serão apagadas.
Sustento a tese de que a gentileza nunca pode nos faltar. Em momento algum. Nem nos grandes conflitos. Ou nos momentos de péssimo humor, mesmo quando também nos sentimos feridos. Eu sei… Não é fácil. Porém, a agressividade verbal revela descontrole das emoções. Mais que isso, desrespeito ao outro.
Quem não tem domínio sobre si mesmo, não pode querer que o mundo lhe ofereça rosas. Gente que fala sem pensar, não se dá conta que afasta as pessoas. Uma palavra na hora errada pode causar mágoas profundas.
E sabe, tenho aprendido que dá pra evitar falar alto, gritar, ser indelicado no trato com os outros. A grosseria não conquista. E nem garante ganhos. Até é possível acuar o outro por um tempo, fazê-lo sentir-se constrangido, silenciá-lo. Mas não posso crer que alguém que deseja ser respeitado reproduza um comportamento rude.
Tem gente que parece achar natural ser ignorante, agressivo e o outro, a pessoa com a qual se relaciona, deve aceitar isso, compreender e acolher. Não, não pode ser assim. Isso é ser egoísta e ignorar que o outro também sente, também tem sentimentos e também deseja ser acolhido. Em relacionamentos amorosos, a gentileza é ainda mais necessária. Duas pessoas que se admiram, que tem carinho uma pela outra, não se tratam mal.
Ser gentil não é ser fraco. É ser cortês com o outro como gostaríamos que outro fosse cortês e amável conosco. É ser simplesmente humano.
"CARIDADE está no sorriso de compreensão e tolerância; na palavra que tranquiliza; na gentileza para com desconhecidos; no amparo a criança; no socorro ao doente; na atenção para com quem fala; no acatamento das confidências de um amigo; no silêncio, ante os conceitos agressivos desse ou daquele adversário; e no respeito perante os hábitos e as cicatrizes do próximo."
Emmanuel
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