Um software de segurança promete interpretar quando o latido de um cão é um alerta ou apenas um latido comum.
Uma empresa israelense criou um sistema de segurança para garantir que fugitivos ou invasores pensem que os latidos de cães de guarda podem realmente ser piores do que uma mordida.
Ao aproveitar a tecnologia que interpreta latidos - para saber se um animal está respondendo a uma ameaça e não latindo normalmente -- a empresa busca substituir ou melhorar caros sistemas eletrônicos de monitoramento.
"Existe uma utilização muito pequena das capacidades de alerta inicial dos cães de guarda", disse a fabricante Bio-Sense Technologies, com sede na cidade israelense de Petah Tikva, em seu site na Internet.
A empresa -- que diz que os cachorros têm visão noturna melhor do que a dos humanos, além de olfato e audição bastante superiores -- usou computadores para analisar 350 latidos e descobriu que cães de todas as raças latem da mesma forma quando sentiam haver alguma ameaça.
Se os cães percebem um invasor ou uma tentativa de passar pela segurança, dezenas de sensores ao redor das instalações recebem o "latido de alarme" e avisam operadores humanos na sala de controle.
Chamado de "Doguard", o sistema Dog Bio Security funciona na prisão de alta segurança de Eshel e em bases militares israelenses, além de reservatórios de água, fazendas, garagens e assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada.
A prisão de Eshel instalou o sistema no ano de 2006 para melhorar a rede de cercas eletrônicas e guardas humanos que já existia, disse o policial Bazov Moris à Reuters.
Agora, Rex, um Staffordshire Terrier norte-americano, Emmy, uma Caanan branca, e outros 27 cachorros que protegem a prisão são acompanhados por sensores para alertar aos guardas sobre qualquer tentativa de fuga da prisão, que abriga cerca de 3 mil internos, incluindo israelenses e palestinos.
Não houve tentativas de fuga desde que o sistema foi instalado, Moris está convencido de que funciona. Ele afirmou que prisioneiros de outras instalações puderam escapar "porque os cachorros latiam, mas nenhum alerta foi enviado para os guardas".
Durante uma demonstração, um alarme soou enquanto Rex e Emmy corriam, rosnando e mostrando os dentes, ao lado de uma das cercas de metal das instalações, enquanto um homem vestido em um uniforme marrom tentava escalar vindo do outro lado.
Policiais em um pequeno escritório no porão observavam um vídeo de monitoramento e falavam nos walkie-talkies no momento em que as telas dos computadores ficaram vermelhas: "Alerta canino no Setor 12".
Segundos depois, vários guardas da prisão, com cassetetes nas mãos, corriam para o local e derrubavam o homem ao chão.
O leitor de latidos caninos é apenas uma de várias inovações nos sistemas de segurança que surgiram em Israel, considerada pela revista empresarial Forbes como "o país que está sempre em busca de tecnologia anti-terrorismo avançado".
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