03/07/2014

10 estudos que mudarão o que você pensa que sabe de si mesmo.

jovem lendo livro

Por que fazemos as coisas que fazemos? Não obstante nossos esforços mais sinceros para seguir a máxima "conhece-te a ti mesmo", a verdade é que muitas vezes sabemos surpreendentemente pouco sobre nossa própria mente, e menos ainda sobre como pensam os outros.

Como disse Charles Dickens, "um fato assombroso que merece reflexão é que cada ser humano é feito de modo a ser um segredo e mistério profundo para cada outro".

Não é de hoje que os psicólogos buscam entender melhor como apreendemos o mundo e o que motiva nossos comportamentos, e eles já avançaram muito para desfazer esse véu de mistério.

Além de fornecer assunto para bate-papos instigantes em festas, alguns dos experimentos psicológicos mais famosos do século passado revelam verdades universais e muitas vezes surpreendentes sobre a natureza humana.

Veja a seguir dez estudos psicológicos clássicos que podem mudar seu entendimento sobre si mesmo:

Todos possuímos alguma capacidade de cometer o mal.

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Mulher nervosa

 

Possivelmente o experimento mais famoso na história da psicologia, o estudo da prisão de Stanford, de 1971, se deteve sobre como situações sociais podem afetar o comportamento humano. 

Os pesquisadores, comandados pelo psicólogo Philip Zimbardo, montaram uma falsa prisão no subsolo do prédio do departamento de psicologia da Universidade Stanford e selecionaram 24 estudantes (que não tinham ficha policial e foram avaliados como psicologicamente saudáveis) para representar os papéis de presos e carcereiros.

Pesquisadores observaram os presos (que tinham que ficar nas celas 24 horas por dia) e os guardas (que dividiam turnos de oito horas), usando câmeras ocultas.

O experimento estava programado para durar duas semanas, mas teve que ser abortado depois de apenas seis dias devido ao comportamento abusivo dos guardas – que chegaram a cometer tortura psicológica – e o estresse emocional e ansiedade extremos manifestados pelos presos.

"Os guardas foram intensificando as agressões contra os prisioneiros, obrigando-os a ficar nus, colocando sacos sobre suas cabeças e, finalmente, os fizeram praticar atividades sexuais mais e mais humilhantes", Zimbardo contou à American Scientist.

"Depois de seis dias tive que encerrar a experiência porque estava fora de controle. Eu ficava acordado à noite, preocupado com o que os guardas poderiam estar fazendo com os detentos."

Não notamos o que está bem à nossa frente.

Você pensa que sabe o que se passa à sua volta? Talvez não tenha tanta consciência disso quanto imagina.

Em 1998, pesquisadores de Harvard e da Kent State University convocaram pedestres que transitavam por um campus de faculdade para determinar quanto as pessoas notam do ambiente imediato à sua volta.

No experimento, um ator abordava um transeunte e pedia indicações para chegar a um local.

Enquanto o transeunte estava dando as indicações, dois homens carregando uma grande porta de madeira passavam entre o ator e seu interlocutor, bloqueando completamente a visão que um tinha do outro por alguns segundos.

Durante esse período, o ator era substituído por outro ator de altura e aparência diferente, com penteado, voz e roupa diferentes. Nada menos que metade dos participantes não notou a substituição.

O experimento foi um dos primeiros o ilustrar o fenômeno da chamada "cegueira a mudanças", que mostra como somos seletivos em relação ao que apreendemos em qualquer cena visual dada.

Parece que nos pautamos muito mais do que talvez imaginemos pela memória e o reconhecimento de padrões.

Adiar a recompensa é difícil, mas somos mais bem-sucedidos quando o fazemos.

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Funcionarios felizes dançando

 

Um experimento famoso feito na Universidade Stanford no final dos anos 1960 testou a capacidade de crianças da pré-escola de resistir à atração da recompensa instantânea –e rendeu algumas informações úteis sobre a força de vontade e a autodisciplina.

No experimento, crianças de 4 anos foram colocadas sozinhas numa sala com um marshmallow sobre um prato diante delas.

Foi dito a elas que podiam comer o doce na hora ou, se esperassem até a pesquisadora voltar, em 15 minutos, poderiam ganhar dois marshmallows.

A maioria das crianças disse que preferia esperar, mas muitas acabaram cedendo à tentação, comendo o doce antes de a pesquisadora voltar, disse a TIME.

As crianças que conseguiram esperar por 15 minutos usaram táticas para evitar a tentação, por exemplo, dando as costas para o doce ou cobrindo os olhos.

As implicações do comportamento das crianças foram significativas: aquelas que conseguiram adiar a recompensa tiveram muito menos chances de chegar à adolescência obesas, dependentes de drogas ou com problemas comportamentais e tiveram mais sucesso mais tarde na vida.

Podemos sentir impulsos morais profundamente conflitantes.

Um estudo famoso (e um pouco alarmante) de 1961 do psicólogo de Yale Stanley Milgram testou até onde as pessoas se dispunham a ir para obedecer a figuras de autoridade quando estas lhes pediam para fazer mal a outras pessoas, além do intenso conflito interno entre a moral pessoal e a obrigação de obedecer às figuras de autoridade.

Milgram quis fazer o experimento para descobrir como foi possível que criminosos de guerra nazistas perpetrassem atos hediondos durante o Holocausto.

Para isso, ele testou uma dupla de participantes, um dos quais designado o "professor" e o outro o "aprendiz". O professor foi instruído a aplicar choques elétricos ao aprendiz cada vez que este errava a resposta a uma pergunta.

O aprendiz supostamente estava sentado em outra sala, mas na realidade não recebia os choques.

Em vez disso, Milgram tocava gravações que soavam como se o aprendiz estivesse sofrendo dor. Se o "professor" manifestava o desejo de parar de aplicar choques, o pesquisador o incentivava a continuar.

No primeiro experimento, 65% dos participantes chegaram a aplicar um choque final e doloroso de 450 volts (rotulado o choque "XXX"), apesar de muitos ficarem visivelmente estressados e incomodados por fazê-lo.

O estudo tem sido visto como um aviso sobre os perigos da obediência cega à autoridade, mas a Scientific American o reviu recentemente e sugeriu que os resultados são mais indicativos de conflito moral profundo.

"A natureza moral humana inclui a propensão a sermos empáticos, gentis e bons com nossos familiares e os membros de nosso grupo, além de uma tendência a sermos xenófobos, cruéis e perversos com membros de 'outras tribos'", escreveu o jornalista Michael Shermer.

"Os experimentos com choques revelam não obediência cega, mas tendência morais conflitantes profundamente enraizadas nas pessoas."

Recentemente alguns observadores questionaram a metodologia de Milgram. Um crítico observou que os registros do experimento realizado em Yale sugerem que na realidade 60% dos participantes tenham desobedecido às ordens de aplicar o choque mais forte

Somos facilmente corrompidos pelo poder.

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Dinheiro no bolso

 

Há uma razão psicológica por trás do fato de as pessoas no poder às vezes tratarem as outras com desrespeito e agirem como se tivessem direitos adicionais.

Um estudo de 2003 publicado no periódico Psychological Review juntou estudantes em grupos de três para escreverem um trabalho curto juntos.

Dois estudantes deviam escrever o texto, enquanto o terceiro deveria avaliá-lo e determinar quanto seria pago a cada um dos estudantes redatores.

No meio do trabalho, um pesquisador trazia um pratinho com cinco biscoitos. Embora o último biscoito quase nunca fosse comido, o "chefe" quase sempre comia o quarto – e o fazia de modo desleixado, mastigando com a boca aberta.

"Quando os pesquisadores conferiam poder a pessoas em experimentos científicos, as pessoas mostravam tendência maior a tocar as outras pessoas fisicamente de modo inapropriado, flertar de modo mais direto, fazer apostas e escolhas arriscadas, fazer as primeiras ofertas em negociações, dizer exatamente o que estavam pensando e comer biscoitos como se fossem o personagem Come-Come (de Vila Sésamo), espalhando migalhas sobre o queixo e peito", escreveu o psicólogo Dacher Keltner, um dos responsáveis pelo estudo, num artigo para o Greater Good Science Center da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Buscamos a lealdade a grupos sociais e nos envolvemos facilmente em conflitos entre grupos.

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amigos

 

Este experimento social clássico dos anos 1950 lançou uma luz sobre a possível razão psicológica pela qual grupos sociais e países se envolvem em conflitos – e como podem aprender a cooperar novamente.

O líder do estudo, Muzafer Sherif, levou dois grupos de 11 meninos, todos de 11 anos, para o Parque Estadual Robbers Cave, no Oklahoma, supostamente para um acampamento de férias.

Os grupos (chamados "Águias" e "Cascavéis") passaram uma semana separados. Seus integrantes se divertiram juntos e ficaram amigos, sem terem conhecimento da existência do outro grupo.

Quando os dois grupos finalmente interagiram, os garotos começaram a xingar uns aos outros. Quando começaram a competir em várias brincadeiras, surgiram mais conflitos, e em seguida os dois grupos se recusaram a comer juntos.

Na fase seguinte da pesquisa, Sherif criou experimentos para tentar reconciliar os meninos, fazendo-os compartilhar atividades de lazer (o que não deu certo) e depois fazendo-os resolver um problema juntos. Foi isso o que finalmente levou à suavização do conflito.

Só precisamos de uma coisa para sermos felizes.

O estudo Harvard Grant, um dos estudos longitudinais mais abrangentes jamais realizado, foi feito ao longo de 75 anos com 268 estudantes homens da Universidade Harvard que se formaram entre 1938 e 1940 (hoje eles estão na casa dos 90 anos), promovendo uma coleta regular de informações sobre aspectos diversos de suas vidas.

Qual foi a conclusão universal? Que o amor realmente é a única coisa que importa, pelo menos quando se trata de determinar a felicidade e satisfação com a vida no longo prazo.

O psiquiatra George Vaillant, que dirigiu o estudo durante muitos anos, disse ao Huffington Post que existem dois pilares da felicidade:

"Um deles é o amor. O outro é encontrar uma maneira de lidar com a vida que não afaste o amor." Por exemplo, um participantes começou o estudo com o escore mais baixo entre todos os participantes em matéria de chances de estabilidade futura. E já tinha tentado o suicídio anteriormente. Mas, perto do final da vida, ele era um dos mais felizes. Por que? Como explica Vaillant, "ele passou sua vida procurando o amor".

Vivemos bem e nos sentimos fortalecidos quando temos autoestima forte e status social.

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homem subindo escada

Alcançar a fama e o sucesso não é apenas algo que dá um reforço ao ego – também pode ser uma chave da longevidade, segundo o notório estudo dos ganhadores do Oscar.

Pesquisadores do Sunnybrook and Women's College Health Sciences Centre, de Toronto, constataram que os atores e diretores premiados com o Oscar tendem a viver mais tempo que seus colegas que são nomeados, mas perdem o prêmio.

Os atores e atrizes ganhadores vivem quase quatro anos mais que seus pares que não ganham.

"Não estamos dizendo que você viverá por mais tempo se receber um Oscar", disse à ABC News Donald Redelmeier, autor principal do estudo. 

"Nem que as pessoas deveriam sair para fazer aulas de atuação. Nossa conclusão principal é simplesmente que os fatores sociais são importantes... O estudo sugere que um senso interno de autoestima é um aspecto importante da saúde e do cuidado com a saúde."

Procuramos constantemente justificar nossas experiências, para que façam sentido para nós.

Qualquer pessoa que já tenha feito a matéria de psicologia básica sabe o que é a dissonância cognitiva, uma teoria segundo a qual os seres humanos têm propensão natural a evitar conflitos psicológicos baseados em crenças incompatíveis ou mutuamente excludentes.

Num experimento de 1959 que é citado com frequência, o psicólogo Leon Festinger pediu a participantes que realizassem uma série de tarefas monótonas, como virar cavilhas numa maçaneta de madeira, durante uma hora.

Em seguida, elas eram pagas ou US$1 ou US$20 para dizer a um "participante" (ou seja, um pesquisador) que a tarefa era muito interessante.

Aqueles que recebiam US$1 classificaram as tarefas como mais agradáveis que aqueles que receberam US$20.

A conclusão: os participantes que receberam mais dinheiro sentiram que tinham tido justificação suficiente para realizar a tarefa entediante por uma hora, mas aqueles que receberam apenas US$1 sentiram que precisavam justificar o tempo gasto (e reduzir o nível de dissonância entre suas crenças e seu comportamento), dizendo que a atividade tinha sido divertida.

Em outras palavras, temos o hábito de mentir a nós mesmos para fazer o mundo parecer um lugar mais lógico e harmonioso.

Acreditamos muito em estereótipos.

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Polegar apontado para baixo

 

Quase todos nós estereotipamos diversos grupos de pessoas com base em grupo social, etnia ou classe social, mesmo que nos esforcemos para não fazê-lo. 

E isso nos pode levar a conclusões injustas e potencialmente prejudiciais sobre populações inteiras.

Os experimentos sobre o "automatismo de comportamentos sociais" feitos pelo psicólogo John Bargh, da Universidade de Nova York, revelaram que com frequência julgamos pessoas com base em estereótipos dos quais não temos consciência – e que não conseguimos deixar de agir com base nesses estereótipos.

Também tendemos a acreditar nos estereótipos relativos a grupos sociais dos quais consideramos que fazemos parte.

Em um estudo, Bargh pediu a um grupo de pessoas que organizasse palavras relacionadas à velhice, como "Flórida" (onde vivem muitos aposentados americanos), "impotente" e "enrugado".

Depois disso, eles caminharam por um corredor, andando bem mais devagar que os membros de um grupo que tinham organizado palavras não relacionadas à idade.

Bargh teve os mesmos resultados em dois outros estudos comparáveis em que eram aplicados estereótipos baseados em raça e cortesia.

"Os estereótipos são categorias levadas longe demais", disse Bargh à Psychology Today.

"Quando usamos estereótipos, apreendemos o gênero, a idade e a cor da pele da pessoa que está diante de nós, e nossa mente responde com mensagens dizendo 'hostil', 'estúpido', 'lento', 'fraco'. Essas características não estão presentes no ambiente. Elas não refletem a realidade."

Seleção defende choro e se diz pronta para outra decisão.


As lágrimas secaram e deram lugar à fúria. A seleção brasileira está incomodada com as críticas à postura da equipe nas oitavas de final, no Mineirão, contra o Chile, quando alguns dos principais atletas da equipe choraram antes e depois da decisão por pênaltis. Nesta quinta-feira, véspera da partida contra a Colômbia, no Castelão, em Fortaleza, o técnico Luiz Felipe Scolari e o capitão Thiago Silva reclamaram de quem viu nas emoções exacerbadas do grupo um sinal de fragilidade ou um fator de desequilíbrio nas atuações do Brasil nesta Copa do Mundo. Thiago, que foi criticado por ter se abatido e por ter pedido para não participar da série de cobranças, diz que não deu ouvidos a quem passou a questionar sua liderança. "Não tenho nada engasgado, até porque procurei não escutar muitas coisas. Essa pressão e esses comentários são uma coisa natural, mas para mim não mudam nada. Nossa equipe está muito tranquila e motivada para o confronto com a Colômbia. Estamos preparados", garantiu.
Mesmo dizendo que não se incomodou com o assunto, o capitão desabafou. Segundo ele, sua reação nos pênaltis foi resultado de toda a entrega do grupo em busca do título. "Quando a gente se dedica assim a alguma coisa, às vezes chega uma hora em que é necessário descarregar. A pressão era enorme, já que poderíamos voltar para casa naquela hora. Sou assim, emotivo, sinto as coisas. Me entrego de corpo e alma ao que faço. Mas garanto que isso não me atrapalha em nenhum momento. Falar que a emoção vai prejudicar meu desempenho é bobagem. Pelo contrário, isso me ajuda. No começo da carreira, superei a tuberculose, corri risco de vida, e hoje posso dizer que sou um campeão", contou, relembrando o pior período de sua primeira passagem pelo futebol europeu, na Rússia. "Tenho maturidade e o respeito de todos. Não deixaremos nada negativo entrar aqui." Thiago ainda recorreu a Felipão, que estava ao seu lado na entrevista desta quinta, ao tentar mostrar que não via sua imagem fragilizada perante os demais jogadores desde a partida de sábado. "Meu comandante está aqui e em nenhum momento contestou minha atitude", afirmou o zagueiro.
"O presidente da CBF também conversou comigo e também me incentivou. É preciso me concentrar no meu trabalho, e em nada mais." Felipão, que em outras ocasiões disse que se preocupava com o nervosismo exibido pela equipe em alguns momentos, desta vez mudou de tom. "Cada um tem uma atitude diante de cada situação. Acho que a gente poderia respeitar um pouco mais as individualidades. Não é isso que faz com que o time melhore ou piore", afirmou, saindo em defesa de seu capitão. Ao ser questionado sobre a visita da psicóloga Regina Brandão à concentração, em Teresópolis, o técnico se irritou de vez – a CBF já havia divulgado que a presença de Regina às vésperas das quartas de final era planejada desde que a Copa começou. "Vocês estão errados nas interpretações das coisas", disse, repreendendo os jornalistas. "Está tudo organizado. Ela deve nos visitar de novo, inclusive. Tem participado de forma muito legal e os jogadores adoram participar das reuniões. Mas tem gente que fala maldades, se aproveita, não sabe o que se passa aqui dentro. Temos uma conversa ampla, aberta e tranquila sobre esse assunto."


A Origem do Retiro dos Artistas .

Que história fantástica!
FRED FIGNER
 
 
Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia. Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios. Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz.O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos. 
 
  
Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana
 
 
 
Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison. Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.  
 

Casa Edison da Rua do Ouvidor
 
 

Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela. Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas. O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902. Era o lundu "Isto é Bom", de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.
 

Discos Odeon

Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil  empreendedor. A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac. É considerada um exemplo arquitetônico raro de "casa burguesa do início do século 20".Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola. Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.  
 

Mansão Figner Hoje 
  

Fred era um homem generoso e solidário. Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso. Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.
 

Retiro dos Artistas em Jacarepaguá 


Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier. O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de "o mais brasileiro de todos os estrangeiros".

Franz Kafka


"Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio."
Carta para Oscar Pollak, 1904.

Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883, em Praga. Autor de livros consagrados, como A Metamorfose.

Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança.
Franz Kafka

5 dicas da ciência para você tomar boas decisões.



Quantas vezes você ficou em dúvida sobre o que fazer, tomou uma decisão, mas pouco depois acabou se arrependendo? Bem, talvez a ciência possa te ajudar. Dá só uma olhada nessas cinco dicas científicas para tomar decisões melhores.

DISTANCIE-SE DO PROBLEMA
Pense na situação como se ela estivesse acontecendo com um amigo ou um parente. E não com você. Isso vai te ajudar a pensar de forma mais racional. Foi o que pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, concluíram ao pedir a voluntários para refletir sobre traição no namoro. A ideia era analisar o cenário caso isso acontecesse com eles ou com outro amigo. Em seguida, tiveram de responder a algumas perguntas – todas elas foram pensadas de acordo com critérios de pensamento coerente e racional: do tipo, reconhecer o limite do outro, considerar as perspectivas do parceiro, motivos que poderiam levar à traição, etc. E quando pensavam nos amigos, eles costumavam tomar decisões mais inteligentes, baseadas na razão e não apenas na emoção. Como fazer isso na prática? Segundo a pesquisa, basta conversar consigo mesmo como se o problema não fosse seu.

PENSE EM OUTRO IDIOMA
Em inglês, espanhol, tanto faz, desde que não seja seu idioma nativo. Segundo pesquisa americana, quando pensamos sobre algo usando uma língua estrangeira, o lado racional se sobrepõe ao emocional. É como se a língua estrangeira removesse a conexão emocional que talvez você pudesse ter ao pensar em português.

TRABALHE SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Se você é do tipo que entende e lida bem com as emoções (as suas e as alheias), é mais provável que não deixe motivos irracionais que nada tem a ver com a situação influenciarem nas tomadas de decisões. É o que garante uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Toronto. E isso envolve todos os tipos de emoções: de empolgação à ansiedade, raiva e estresse. "Pessoas emocionalmente inteligentes não excluem todas as emoções na hora de tomar decisões. Eles retiram só as emoções que não têm a ver com a decisão", explica Stéphane Côté, autora da pesquisa.

APAGUE A LUZ
Ok, essa dica é bem estranha, mas vamos lá. Pesquisadores canadenses levaram voluntários para comer ou ler em ambientes diferentes. E quem esteve em salas mais iluminadas tendia a achar o molho mais apimentado, os personagens fictícios mais agressivos e as pessoas mais atraentes. É que ambientes iluminados parecem amplificar o lado emocional das pessoas – e, claro, influenciar nas impressões e decisões.

DÊ UM TEMPO
Esqueça o problema, nem que seja só por alguns poucos segundos. É o que garantem pesquisadores americanos. Segundo eles, na hora de tomar uma decisão, o cérebro reúne um monte de informações. Só que não consegue distinguir rapidamente o que é relevante ou não. Então, se houver algo contraditório, é possível que você não perceba e escolha o caminho errado. Mas quando você dá um tempo extra para que o cérebro consiga reunir outras informações e analisá-las melhor, os riscos diminuem. E nem precisa esperar tanto tempo assim: "adiar a decisão por, no mínimo, 50 milissegundos permite ao cérebro focar atenção nas informações mais relevantes e bloquear as distrações", explica Jack Grinband, um dos autores do estudo.

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