08/07/2014

Professora de jardim de infância é esfaqueada pela mãe de um aluno na frente da turma.



Não foi no Brasil nem nos Estados Unidos.  Uma professora francesa de jardim de infância foi esfaqueada e morta pela mãe de um de seus alunos na frente da turma que estava em seu último dia de aula (sexta-feira 4) antes das férias de verão. A informação foi do próprio ministro da educação da França, Benoit Hamon.

A professora, de 34 anos, identificada apenas como Fabienne, era casada e mãe de dois filhos. O nome da criminosa e o motivo do crime não foram revelados. Sabe-se apenas que a filha dela frequentava a escola, na cidade de Abi, há apenas um mês e meio.

O crime chocou a França. O presidente, François Hollande expressou consternação e pediu aos servidores públicos da cidade que cuidasem das crianças que testemunharam o assassinato, com a mobilização de psicólogos e psiquiatras para atender também à comunidade de Abi, localizada 65 quilômetros a nordeste de Toulouse.

Uma derrota anunciada.

A mídia e os torcedores mais otimistas vinham tapando o sol com a peneira, mas verdadeiramente nossa seleção nunca convenceu.  Chegou até aqui aos trancos e barrancos. O desastre se avizinhava enquanto Felipão, um falastrão incorrigível, parecia ter um rei na barriga quando dava entrevistas no Jornal Nacional.

Não sei se teríamos gente muito melhor para convocar, mas é certo que Felipão, por pura teimosia, escalou jogadores que nunca corresponderam mas foram mantidos como titulares até o fim.

É verdade que a atual safra de jogadores brasileiros não é das melhores, talvez seja até a mais fraca de todos os tempos. Poucos se salvam, mas estes podem ser contados nos dedos de apenas uma mão.

Mas sem dúvida o grande culpado é o Felipão, que nunca conseguiu organizar o time. O jogo de hoje, sobretudo, mostrou a fragilidade da nossa defesa, a total ineficiência dos homens de meio campo e um ataque inexistente.  A propósito, não era ele o técnico do Palmeira quando o time caiu para a segundona?

Resta saber se foi uma derrota atípica ou se o mito do melhor futebol do mundo está definitivamente sepultado.









Com preços mais baixos que no exterior, cigarro vira suvenir de turistas no Brasil .

Os turistas brasileiros voltam dos Estados Unidos com eletrônicos e tênis novos, retornam da Europa com roupas mais baratas de grandes marcas e saem da Argentina com doce de leite e vinhos. Já os estrangeiros da Copa deixam o Brasil carregando as tradicionais Havaianas. E cigarros. A diferença no preço do cigarro faz com que o produto seja encomendado por europeus que ficaram no Velho Continente, como alguns brasileiros fazem com iPads dos EUA.

— Alguns amigos pediram para que eu levasse uma cachaça e cigarros do Rio, já está virando suvenir — conta o alemão Axel Wilhen, morador de Munique. — Na Alemanha os impostos dos cigarros continuam a subir a cada ano.



E o pedido não é brincadeira. Um pacote com dez maços de cigarros da marca que gosta, que no Brasil sai por R$ 67, custa R$ 150 na Alemanha. Em outros países, um simples maço sai por R$ 20, contra R$ 6 em qualquer bar brasileiro. Na Europa, os cigarros continuam encarecendo, com os altos encargos para compensar os gastos do sistema de saúde com os doentes vítimas do fumo e com tributos para desestimular o ato de fumar. Resultado: as vendas do produto triplicaram nos quiosques de Copacabana e Leme, administrados pela concessionária Orla Rio, durante o Mundial de futebol.

— Esperávamos uma forte alta de venda em todos os produtos, o que de fato ocorreu, mas o aumento das vendas de cigarros nos surpreendeu. Não faltou produto, as empresas conseguiram atender essa alta da demanda, muito concentrada nos quiosques mais próximos da Fan Fest — explica João Marcello Barreto, vice-presidente da Orla Rio.

'ESTOU VENDENDO POR SEMANA O QUE VENDO EM UM MÊS'

A banca de José de Lima Gerônimo, no interior do bairro, confirma o movimento acima do normal.

— A venda é como se fosse um réveillon por dia no período de Copa. Tem gente que vem e compra vários maços de uma vez, pedem até o pacote fechado, mas pegam o preço como se fosse avulso — conta.



Com um bar na rua Rodolfo Dantas, rota dos turistas que saem do metrô Cardeal Arcoverde à praia e à Fan Fest, Antônia Carvalho Sales, diz que nunca vendeu tanto cigarro, embora não goste muito disso:

— Durante a Copa estou vendendo por semana o que vendo em um mês. Mas não gosto de vender cigarro, os gringos ficam malucos, querem o cigarro na hora, lotam o bar — disse ela, que conta que eles não se importam com marcas e escolhem na hora dentre as disponíveis.

Mas grande parte desse frenesi é consumido em terras brasileiras. O alemão Armin Hertenberger explica que só poderá entrar de volta em seu país com um pacote com dez maços, do contrário pagará muito imposto.

— Sou um fumante eventual, mas realmente os preços aqui são mais baixos, e a qualidade do cigarro é boa. A vontade é levar alguns maços para casa, mas os impostos na alfândega não valem a pena, embora ache que alguns europeus vão tentar levar algo além do limite — disse.

Para a Souza Cruz, uma das gigantes do setor, há aspectos mais importantes que a diferença de preços para justificar o crescimentos das vendas no período. "Temos duas justificativas: a dedicação da nossa equipe de vendas no atendimento aos nossos clientes varejistas para que pudessem atender esta demanda com qualidade e rapidez; o reforço ofensivo das autoridades policiais no combate ao contrabando".

De acordo com a empresa, o reforço policial durante a Copa inibe a venda de cigarros contrabandeados, que hoje chegam a representar 30% do mercado total do produto, uma perda de 4,5 bilhões de reais em arrecadação. Mas o acréscimo de vendas ainda não foi contabilizado.

Aff!



Premonição?

A maior criação do mundo tem dez milhões de insetos.

Um tipo de criação inusitada se espalha silenciosamente na China. Milhões de baratas estão tomando o lugar de outros animais nas fazendas do país.

Dentro de uma construção que antes abrigava galinhas, agora há uma imensa quantidade de insetos marrom-avemelhados entre placas de metal e caixa de ovos, amarrados de modo a fornecer o tipo de escuridão necessária.

Este novo ramo de atividade econômica que se espalha pela China foi mostrado em uma reportagem do jornal Los Angeles Times. O jornal entrevistou Wang Fuming, de 43 anos, o maior fazendeiro de baratas do mundo.

O fazendeiro não tem nenhuma restrição aos insetos. Mostra com orgulho a sua criação em gaiolas. Desacostumadas à luz, as baratas correm por todos os lados, algumas subindo pelo seu braço. "Não há nada a temer", diz o empresário.


Embora provoquem um pavor visceral para muitas pessoas, o fazendeiro afetuosamente vê as baratas como uma sorte e um futuro para si. Dono de seis fazendas com cerca de 10 milhões de insetos, Wang é o maior produtor de baratas da China e, portanto, do mundo.



Cosméticos e remédios.
Ele as vende aos produtores de remédios e cosméticos da Ásia, que usam as baratas como fonte de proteína.

Pelo menos cinco empresas farmacêuticas usam baratas na tradicional medicina chinesa. Na China e na Coreia do Sul, pesquisas sobre o uso de baratas para tratar calvície, AIDS e câncer estão a caminho.

O Instituto de Pesquisa de Agricultura da Coreia do Sul e o Departamento de Farmácia da Dali University da China publicaram trabalhos sobre as propriedades anti-cancerígenas da barata.

A espécie criada é a Periplaneta Americana, ou Barata Americana, um inseto marrom-avemelhado que chega a crescer quatro centímetros e pode voar quando adulta.

Desde que Wang entrou no negócio em 2010, o preço das baratas secas cresceu dez vezes, de US$ 4 para US$ 40 o quilo. Os produtores de medicina tradicional estocam o pó da barata como garantia contra a inflação da barata, que já preocupa.

"Pensei em criar porcos, mas com uma fazenda tradicional a margem de lucro seria muito baixa. Com as baratas, é possível investir 20 yuans e receber 150 yuans", disse Wang ao Los Angeles Times. Em outras palavras, para cada US$ 3,35 que ele investe o faturamento é de US$ 11.

Indústria. A China possui cerca de 100 fazendas de baratas e novas criações surgem com a mesma rapidez de multiplicação das criaturas, segundo o jornal americano.

Mesmo entre os chineses, a indústria era desconhecida até agosto, quando um milhão de baratas fugiu de uma fazenda na província de Jiangsu. A grande fuga ganhou as manchetes dentro e fora do país, evocando imagens bíblicas como o enxame de gafanhotos.

Apenas a ideia de todo o ganho perdido perturba Wang, um chinês que cursou até o ensino médio e foi trabalhar em uma fábrica de pneus após sair da escola. "Lá eu senti que nunca seria ninguém e quis começar um negócio", contou ele.

Quando garoto ele já gostava de colecionar insetos como escorpiões e besouros, ambos usados na medicina tradicionais e servidos como uma iguaria.

Um parte de seus ovos de besouro acabaram se contaminando com ovos de baratas. "Eu estava acidentalmente criando baratas e então percebi que elas eram mais fáceis e mais lucrativas", disse.

Os custos para o empreendimento são mínimos. Wang apenas comprou ovos, um viveiro de galinha abandonado e telhas. As baratas não são suscetíveis às mesmas doenças que outros animais de fazenda.

Com relação aos hábitos alimentares, baratas são onívoras, embora prefiram legumes podres, como batata e cascas de abóbora, que podem ser conseguidos em restaurantes próximos gratuitamente.

Para matá-las, basta tirá-las dos ninhos e jogá-las em um grande tanque de água fervente. Depois, elas são secas no sol.

Segredo. O negócio das baratas é uma indústria secreta. A fazenda de Wang, por exemplo, funciona em um parque industrial abaixo de uma rodovia elevada.

Algumas empresas que usam os insetos não gostam de anunciar o "ingrediente secreto", para não assustar os consumidores. Quem iria querer usar um cosmético se soubesse que um dos ingredientes é uma barata?

Os criadores temem que vizinhos possam causar problemas por não gostar da presença de uma fazenda de baratas tão perto.

"Queremos manter uma discrição", afirmou Liu Yusheng, chefe da Indústria de Insetos Shandong. "O governo está tacitamente nos permitindo fazer o que fazemos, mas se houver muita atenção ou se as fazendas de baratas forem para áreas residenciais, podemos ter problemas", disse ele ao jornal americano.

A preocupação de Liu é com relação ao rápido crescimento de uma indústria com muitos competidores inexperientes e pouco fiscalizada. Em 2007, um milhão de chineses perderam US$ 1,2 bilhões quando uma firma que promovia cultivo de formigas se revelou como um esquema fraudulento e faliu.

"Isso aqui não é como criar animais normais ou plantar verduras, em que o Ministério de Agricultura sabe quem deve regular o negócio. Ninguém sabe quem é responsável aqui", disse.

Sucesso.
O pequeno custo do empreendimento faz com que a criação de baratas seja um negócio interessante para os aspirantes a empresários, que podem comprar ovos de baratas.

"As pessoas riram de mim quando comecei, mas eu sempre pensei que as baratas que trariam riqueza", disse Zou Hui, 40, que largou o emprego em uma fábrica de malhas em 2008 após ver um programa de TV sobre a criação de baratas.

Não é exatamente o que podemos chamar de fortuna, mas os US$ 10 mil anuais que ela ganha vendendo baratas é um bom dinheiro para os padrões de sua cidade natal na província rural de Sichuan e lhe rendeu em 2012 um prêmio do governo local como uma "Expert em conseguir riqueza".
"Agora estou ensinando a quatro famílias. Eles querem ficar ricos como eu", disse Zou.
 
Saúde. Li Shunan, um professor de medicina tradicional de 78 anos que é considerado o pai das pesquisas com baratas, disse ao Los Angeles Times que nos anos 60 descobriu que minorias étnicas perto da fronteira com o Vietnã estavam usando uma pasta de barata para tratar tuberculose.

"Baratas são sobreviventes", afirmou Li. "Queremos saber o que as faz tão fortes, porque elas conseguem resistir até mesmo aos efeitos nucleares."

Li apresenta uma impressionante lista de benefícios que as baratas podem trazer à saúde. "Eu perdi meu cabelo há alguns anos. Fiz um spray de baratas, apliquei em meu couro cabeludo e ele voltou a crescer. Usei uma mascara facial e as pessoas dizem que eu não envelheci ao longo dos anos. E as baratas também são uma delícia."

Nojo. Muitos criadores esperam impulsionar a demanda promovendo os insetos como alimento animal e também como uma iguaria para os humanos.

Os chineses não têm tanto nojo em relação aos insetos como os ocidentais - lá as pessoas ainda guardam grilos como animais de estimação.

Em Jinan, Wang Fuming e sua mulher tocam juntos a fazenda e parecem genuinamente afeiçoados às suas baratas e até um pouco desapontados que outras pessoas não sintam o mesmo carinho.

"O que tem de nojento nelas?", perguntou Li Wanrong, mulher de Wang, enquanto uma barata corria em volta dos seus sapatos. "Olhe como são lindas. Tão brilhantes!"

No almoço, em um restaurante perto de sua fazenda, Wang colocou um prato de baratas fritas com sal, pegou seu hashi e começou a comer algumas. Diante da recusa de jornalistas visitantes à iguaria, ele os reprovou: "Vocês vão se arrepender a vida inteira por não experimentá-las".


Como retirar um anel de um dedo inchado.