20/08/2014

É possível morrer de amor.

Depois da morte do companheiro, aumenta a chance do outro morrer em 6 meses

Parece até coisa de poema da antiguidade, mas o fato é que há evidências de que a morte após a hospitalização de uma pessoa eleva o risco de morte do parceiro, de acordo com um estudo publicado em 2006 no New England Journal of Medicine. Outra pesquisa, publicada em 2011, sugere que, após a morte do companheiro, as chances de o sobrevivente morrer durante os seis meses seguintes aumentam.

Segundo os médicos, certamente cardiomiopatia de Takotsubo é um dos diagnósticos. Mas "morrer de coração partido" resume melhor a situação. A "síndrome do coração partido" tem efeitos contrastantes. Há, naturalmente, a tristeza de uma família que perde, de uma vez só, duas pessoas amadas. Mas há também, muitas vezes, o alívio de saber que um casal profundamente apaixonado deixou a vida junto.

Este é o exemplo de um casal no País de Gales. O poema de Edmund Williams para sua mulher Margaret  que havia morrido falava sobre "dois amantes entrelaçados" e uma viagem "até o fim do fim do tempo". Eles estavam casados há 60 anos e, aos 80, ainda caminhavam no jardim de mãos dadas. Uma semana após a morte de Margaret, Edmund morreu. E o que era para ser o funeral de apenas um, passou a ser dos dois, com os caixões lado a lado. O poema que ele havia escrito para ela foi lido para os dois. Abaixo, o casal apaixonado unido eternamente pelo amor.

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