18/06/2014

Idade... ... .


INFARTO EM CASA: SAIBA COMO AGIR.



Sérgio Timerman, médico do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), dirige o Departamento de Treinamento e Pesquisa em Reanimação e é o diretor-presidente da Fundação Inter-Americana de Coração.

No Brasil, ocorrem 160 mil mortes súbitas por ano. Pessoas que aparentam absoluta normalidade estão conversando com a família, andando pelo shopping, assistindo a um jogo, quando de repente têm uma parada cardíaca e morrem.

Essa causa de morte é mais frequente depois dos 40 anos de idade e em maior número do que somados os casos fatais de AIDS, acidentes com armas de fogo e automobilísticos, câncer de mama e de pulmão.

A reação das pessoas que presenciam um fato como esse, em geral, é de perplexidade. Algumas saem correndo e gritando sem saber como socorrer o doente; outras tentam colocá-lo num automóvel para buscar socorro num hospital. Entre todas, essa é a pior medida que poderemos tomar porque, segundo os médicos especialistas, estaremos provavelmente transportando um cadáver, uma vez que em 5 minutos, 50% dos indivíduos com parada cardíaca morrem. A partir daí, 10% morrem a cada minuto que passa, portanto, em dez minutos, estarão todos mortos.

Em vista disso, é absolutamente fundamental saber como se deve agir quando alguém por perto sofreu uma parada cardíaca. Tomar as medidas corretas nos primeiros minutos pode salvar a vida de muitos pacientes.

LOCAIS DE MAIOR INCIDÊNCIA

Drauzio – Em que locais costumam acontecer as paradas cardíacas?

Sérgio Timerman – Costumam ocorrer fora do ambiente hospitalar. Na verdade, 86% das paradas cardíacas ocorrem nos próprios lares das vítimas, e mais de 50% dos casos são assistidos por um adolescente ou por uma criança sem nenhum adulto por perto. Os 14% restantes, um número também muito grande, ocorrem em vias públicas ou em lugares de grande concentração de pessoas como shopping centers, estádios desportivos, aeroportos, dentro de aviões, cadeias públicas e, em alguns países, nos campos de golfe e nos cassinos.
 
Drauzio – Deixando de fora a maioria de casos domésticos, há maior incidência de paradas cardíacas em ambientes onde existe concentração de pessoas estressadas?

Sérgio Timerman – Nem sempre estressadas. O shopping center, por exemplo, deveria ser um local de lazer e, dependendo das circunstâncias, o mesmo se pode dizer dos estádios esportivos. Chama atenção, porém, o número de paradas cardíacas que ocorrem nos aeroportos.

Diante desse quadro, o que nos deixa mais preocupados é que as vítimas são pessoas ativas que enfrentam normalmente seu dia a dia e, de repente, por estresse ou outra razão qualquer, caem mortas.

MECANISMO FISIOLÓGICO DA PARADA CARDÍACA

Drauzio – Você poderia explicar sumariamente o mecanismo pelo qual um coração para de repente?

Sérgio Timerman – Acima de 85% das vezes, a parada súbita do coração é provocada por uma lesão aguda chamada ataque cardíaco, geralmente, um infarto agudo do miocárdio. Quando um acidente desses acontece, um dos mecanismos do coração para preservar a si mesmo é desencadear arritmias que podem progredir para uma das modalidades mais frequentes de parada cardíaca: a fibrilação ventricular.

Para entender melhor o que é fibrilação ventricular, vamos imaginar um barco com remadores obedecendo ao comandante que lhes ordena – "Comecem a remar" -, mas não indica a direção e cada um deles rema para um lado diferente. A embarcação não sai do lugar, é óbvio. A mesma coisa acontece com o coração nos casos de fibrilação. Na realidade, o coração não parou de funcionar, mas está batendo de maneira caótica e não consegue bombear o sangue que deveria irrigar o cérebro e os outros órgãos. No Brasil, isso acontece todos os anos com 160 mil pessoas que não deveriam estar morrendo, porque existem meios para salvá-las.

Drauzio – Quantas pessoas que sofrem parada cardíaca ainda podem ser salvas?

Sérgio Timerman - Até pouco tempo, parada cardíaca era sinônimo de morte. Não mais do que 2% das pessoas sobreviviam. Hoje, números mundiais mostram que se alcançam acima de 70% de sobrevida se quem estiver por perto souber prestar os primeiros socorros. Existem técnicas simples e eficazes de avaliação e atendimento e equipamentos idealizados para que os leigos possam manuseá-los sem maiores dificuldades.

PARADA CARDÍACA X INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Drauzio – Muita gente confunde parada cardíaca com infarto agudo do miocárdio. Vamos estabelecer a diferença que existe entre eles?

Sérgio Timerman – O infarto agudo do miocárdio é uma das causas da parada cardíaca, embora nem todos eles provoquem esse tipo de consequência. No infarto, o coração deixa de receber o fluxo de sangue proveniente de uma de suas artérias e faltam oxigênio e nutrição na área que deixou de ser irrigada. No entanto, o sintoma mais corriqueiro do infarto é dor persistente no peito, que não melhora. Muitos negligenciam essa dor, deixam de procurar um serviço médico e acabam tendo o segundo e mais grave sintoma: a parada cardíaca.

CORRENTE DE SOBREVIDA

Drauzio – Como alguém que não entende nada de medicina pode reconhecer uma parada cardíaca?

Sérgio Timerman – Até pouco tempo, existia uma série de procedimentos e técnicas que, se eram relativamente complicados para os profissionais de saúde, imagine para os leigos. A partir de agosto de 2.000, uma força tarefa mundial resolveu simplificar as técnicas de ressuscitação que, no Brasil, infelizmente, são pouco difundidas. Apenas o Comitê Nacional de Ressuscitação, o Instituto do Coração e algumas outras instituições  encarregam-se de divulgá-las.

É a Corrente da Sobrevida que mostra como atuar desde o momento em que a pessoa tem uma parada cardíaca até a chegada do profissional de saúde. Ela é composta por quatro elos:

1º passo - Reconhecer a parada cardíaca e chamar o serviço de emergência

Percebendo que a pessoa está inconsciente, não responde aos chamados, não está respirando porque teve uma parada cardíaca, deve-se chamar imediatamente o serviço de emergência pelo telefone 192.

Antigamente, falava-se muito em apalpar os pulsos. Hoje se manda procurar sinais de vida. Está respirando? Se não está, não se deve perder tempo. Uma vez chamado o serviço de emergência, deve-se começar a atuar, iniciando as manobras de reanimação.

2º passo – Dar início às manobras de reanimação

Se a pessoa não foi vítima de trauma e teve uma parada cardíaca súbita, deve-se estender seu pescoço puxando o queixo para trás para fazer com que o fluxo de ar volte para a traqueia. Coloca-se, então, o rosto perto do nariz e da boca do paciente e observa-se se há movimento respiratório no tórax. Não havendo sinais de respiração, deve-se iniciar a respiração boca a boca. Tapa-se o nariz do doente para que o ar não saia por ali, e insufla-se duas vezes ar em sua boca.

Em seguida, com as mãos espalmadas e trançadas para dar mais peso, pressiona-se 15 vezes o tórax exatamente no meio de uma linha imaginária traçada entre os dois mamilos.

O massageador não deve fazer força com os braços e com as mãos para não chegar à exaustão rapidamente. Deve jogar a força de seu corpo sobre o tórax do paciente num movimento rítmico. A técnica da boa massagem independe do peso corpóreo do massageador. É importante ressaltar que a massagem cardíaca tem de ser mantida até a chegada do desfibrilador ou do serviço de emergência.

No que se refere à respiração boca a boca, muitos leigos e até alguns profissionais de saúde sentem um pouco de medo de fazer a respiração numa pessoa desconhecida, temendo contrair doenças. Além disso, ela pode ter apresentado vômito ou qualquer outro problema que causam constrangimento. Por isso, hoje a recomendação mundial é realizar a massagem cardíaca efetivamente até a chegada do socorro. Existem trabalhos que demonstram a importância crucial da compressão cardíaca nos dez primeiros minutos e seus bons resultados mesmo sem a respiração.

3º passo – Aplicar a desfibrilação ou choque elétrico.

Como já foi dito, a grande maioria de paradas cardíacas ocorre por um fenômeno chamado fibrilação ventricular caracterizada pelo ritmo caótico do batimento do coração. Não se conhece nenhum tratamento químico ou manual para a fibrilação que não seja o choque elétrico. Por essa razão, programas comunitários no mundo todo, chamados Acesso Público à Desfibrilização, estão colocando desfibriladores em locais públicos, como aviões, aeroportos, estádios desportivos, entre outros, a fim de que o leigo possa dispor deles e aplicar o choque antes mesmo da chegada do serviço de emergência.

4º passo – Chegada do serviço de emergência e do profissional de saúde.

Drauzio – Se 85% das paradas cardíacas acontecem no ambiente doméstico e ninguém tem desfibrilador em casa, quem traz esse aparelho é o resgate ou a ambulância, não é?

Sérgio Timerman – Normalmente é o resgate, mas existem muitos business centers e condomínios que estão instalando esses equipamentos, a chama da vida, quase ao lado dos extintores de incêndio. O que se pensa nas forças tarefas de ressuscitação é que eles são tão importantes nas casas de pessoas com risco de parada cardíaca quanto qualquer outro aparelho doméstico.

Drauzio – É difícil lidar com o aparelho de defibrilação automática?

Sérgio Timerman – Segundo os especialistas, esse equipamento é mais fácil de ser usado do que um radinho de pilha. É leve, pesa dois ou três quilos no máximo e tem condições de aplicar 500 choques.

No Brasil, há uma legislação tramitando para tornar obrigatória sua instalação em lugares públicos. Quero lembrar que, na Europa e nos Estados Unidos, o uso desse equipamento aumentou de 2% para 70% a sobrevida dos pacientes com parada cardíaca. Em locais como o Aeroporto de Chicago, por exemplo, onde a sobrevida beirava os 2%, a utilização dos desfibriladores favoreceu a elevação do índice de sobrevida para 56% e, o mais animador, em 60% desses casos bem sucedidos, o aparelho foi utilizado pelo público leigo.

Drauzio – Como funciona esse equipamento?

Sérgio Timerman – O equipamento é autoexplicativo e consta de dois botões, dois eletrodos e duas pequenas pás adesivas que devem ser colocadas no tórax do paciente. O local exato é indicado por uma figura existente no próprio aparelho. Por meio de uma gravação, o aplicador recebe instruções de como agir, na realidade apenas apertar botões e conectar dois fios. O resto o aparelho faz sozinho. Ele analisa o estado do paciente e indica a conveniência ou não de aplicar-lhe o choque.

TELEFONE DE EMERGÊNCIA

Drauzio – Você poderia repetir o número do telefone de emergência?

Sérgio Timerman – Esse é um grande problema. No Brasil, não existe um número único. Fala-se em 192 e 193: 192 para casos clínicos e 193 para traumas. Nosso país precisa ter um único número de emergência, como ocorre nos Estados Unidos e em outros países do mundo.

Drauzio – Se a pessoa discar qualquer um dos números, 192 ou 193, vai ser atendida?

Sérgio Timerman – Esperamos que ocorra o atendimento. Já houve relatos de pessoas que ligaram para um número e lhe perguntaram se era emergência clínica ou trauma. Por não ser o lugar correto, pediram-lhes que ligassem para o outro número. Infelizmente, a perda de tempo que tal conduta provoca pode ter consequências lastimáveis.

Drauzio – Se você tivesse de socorrer uma pessoa agora para que número ligaria?

Sérgio Timerman – Eu ligaria para o 192. No caso de eu ser o paciente, rezaria para uma pessoa bem capacitada me atender até a chegada do serviço de emergência.

Drauzio – Esse serviço funciona no País inteiro?

Sérgio Timerman – Funciona em alguns estados e regiões; em outros, existe certa dificuldade para o funcionamento.

Drauzio – Você me passa a impressão de que não temos no País um serviço de emergência organizado?

Sérgio Timerman – Fico um pouco preocupado, porque não temos unificação do atendimento de emergência no País, apesar de existirem grupos em diversos estados fazendo um trabalho excelente.

IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO IMEDIATO

Drauzio – Gostaria de que você enfatizasse a importância do atendimento rápido nas paradas cardíacas, uma vez que em cinco minutos morrem 50% dos pacientes e, em dez minutos, todos morrem.

Sérgio Timerman – Pegar uma pessoa que está em parada cardíaca, colocá-la num carro e levá-la para o hospital é transportar um cadáver. O professor Douglas Chamberlain, um dos titãs da ressuscitação mundial, afirma que, no século XX, reanimar dentro do hospital alguém que tenha tido uma parada cardíaca fora dali é sinal de que o sistema falhou.

Então, o que deve ser feito? O tempo ideal para começar a atuar nos casos de parada cardíaca é abaixo de cinco minutos. Fala-se em dez minutos, mas esse é o limite máximo porque, decorridos dez minutos, a possibilidade de a pessoa estar viva é remota. Se for possível atuar nos cinco primeiros minutos, a possibilidade de sucesso da ressuscitação e reanimação é, sem dúvida, muito maior.

Como chegamos a esses dados? Existe uma série de projetos comunitários em diversos lugares do mundo que mostram esses resultados. O treinamento da população e dos profissionais de saúde fez subir de 4% para 50%, 60% os casos de sobrevivência. Em alguns locais, o índice atinge 70%, 75%. Isso ficou mais evidente nos aviões. Até pouco tempo], uma pessoa que tivesse parada cardíaca a vinte mil metros de altura estaria morta quando o avião tocasse o solo vinte minutos depois, já que esse seria o tempo mínimo que o piloto levaria para aterrissar. Nesse caso, não havendo alguém que pudesse prestar o primeiro atendimento e o avião não possuísse o equipamento de choque, a possibilidade de sobrevivência seria nenhuma. No entanto, companhias aéreas que implementaram essas medidas já conseguiram 40% de sobrevida e algumas delas, 56%, graças à rapidez com que conseguem atender esses casos.

Drauzio – Embora evitemos, por questões éticas, citar nomes ou marcas, gostaria de que você dissesse qual companhia aérea oferece os melhores cuidados nesse sentido?

Sérgio Timerman – Existem várias companhias aéreas que se colocaram à disposição das entidades científicas para melhorar os kits aeromédicos. Entre elas, destacam-se a americana Ameircan Airlines que atingiu 40% de sobrevivência segundo uma matéria publicada no New England Journal of Medicine, a australiana Qantas, a britânica British Airways e, para nosso orgulho, a antiga Varig, que fez a implementação de kits aeromédicos e desfribiladores em todos os seus aviões.

Drauzio – Mesmo nos que fazem voos nacionais?

Sérgio Timerman – Colocaram principalmente nos voos com maior fluxo de passageiros como é o caso da Ponte Aérea Rio-São Paulo.

Drauzio – Você acha que as pessoas deveriam ter um desfibrilador em casa?

Sérgio Timerman – Acho que, em nosso pais, neste momento, o mais importante é difundir as técnicas de ressuscitação, de reanimação cardíaca.

Drauzio – Se você tivesse que resumir numa única frase tudo o que foi dito, qual seria ela?

Sérgio Timerman – Não perca tempo. Atenda a vítima no local em que ocorreu a parada cardíaca. Se a pessoa já for cardíaca, deve andar sempre com os telefones do médico particular, nomes de remédios que toma e um eletrocardiograma prévio. Fica muito mais fácil para o médico que vai atender a vítima identificar um infarto comparando os dois eletros.
Para quem quer se prevenir, a dica mais eficaz é andar sempre com uma aspirina. Quando perceber os sintomas, a vítima deve tomar metade de uma aspirina. Estudos comprovam que o uso do medicamento reduz em 22% as chances de mortalidade em casos de infarto. Além disso,  ao sentir as dores, deve-se tentar permanecer em repouso, soltar a pressão de roupas e sapatos e, se possível, ficar em um local arejado.

Apesar da preocupação constante em chegar rápido a um local de atendimento médico, deve-se levar em conta também a qualidade deste serviço. Não se deve encaminhar a vítima de infarto a um pronto-socorro ou a uma clínica pequena, mas sim para algum lugar que tenha recursos suficientes, mesmo que este local seja um pouco mais longe que os outros.

Fantástica sacada... ... .


Você sabe o que é a margarina?

Margarina é termo genérico para identificar gorduras alimentares de origem vegetal usadas em substituição da manteiga.

O seu nome deriva da descoberta do "ácido margárico" por Michel Eugène Chevreul, em 1813, que pensou ter descoberto um dos três ácidos gordos que formavam as gorduras animais, mas, em 1853, descobriu-se que aquele ácido era apenas uma combinação de ácido esteárico e ácido palmítico.
Em 1860, o imperador Napoleão III da França ofereceu uma recompensa a quem conseguisse encontrar um substituto satisfatório e mais barato para a manteiga, para as classes sociais baixas e para o exército. Então, em 1869 , o químico Hippolyte Mège-Mouriés inventou uma substância a que chamou oleomargarina (mais tarde margarina), que preparou com gordura de vaca, à qual extraía a porção líquida sob pressão e depois deixando-a solidificar; em combinação com butirina e água resulta substituto para a manteiga, com sabor similar.
A denominação da palavra margarina advém do grego margaron que significa pérola (em virtude do aspecto perolado apresentado pela nova invenção). Com o surgimento da hidrogenação e, por meio de várias pesquisas e do avanço tecnológico, o produto passou a ser fabricado em larga escala. Hoje, no Brasil, a margarina é classificada como uma emulsão de água em óleos (as gotículas de água são distribuídas na fase oleosa).1
Atualmente, a margarina moderna é produzida com uma grande variedade de gorduras vegetais, geralmente misturadas com leite desnatado, sal e emulsionantes.
Pelo processo de hidrogenação, converte-se uma parte das gorduras insaturadas em trans-saturadas (a chamada gordura trans). Entretanto, a maioria das marcas de margarina de hoje em dia não passam pelo processo de hidrogenação mas são gordura interesterificada , ou seja, obtidas a partir de mistura de óleo vegetal totalmente hidrogenado (gorduras trans) e óleos vegetais líquidos.
Composição Quimica.
Gorduras Vegetais Hidrogenadas, Sebo Animal, Ácido Sulfúrico, Leite de Vaca, Soda Cáustica, Ácido Benzóico, Ácido Butil Hidroxitolueno(explosivo), Galato Propila, Corante Artificial(CI, CII, etc.), Aromatizantes Artificiais(PI, PIV), Antioxidantes Artificiais(AV, AVI e AVIII), Estabilizantes Artificiais, Vitamina "A" Sintética ou Acetato de Vitamina A2,20.COC Co) na fabricação a margarina ainda recebe a inclusão de átomos de hidrogênio na sua industrialização, sendo usados muitos outros produtos químicos, inclusive o ácido butil-hidroxitolueno para quebrar as estruturas de sebo de boi e conservar a mistura. Este último componente é explosivo. Ainda, de acordo com alguns fabricantes podem ser adicionado (no mesmo produto): mono e diglicerídios de ácidos graxos (INS 471) e lectina de soja (INS 322), conservadores: sorbato de potássio (INS 202) e benzoato de sódio (INS 211), acidulante ácido cítrico (INS 330), antioxidantes: edta (INS 385), tbhq (INS 319) e bht (INS 321), aroma idêntico ao natural de manteiga, corantes naturais: de urucum (INS 160b), cúrcuma (INS 100i), corante beta caroteno sintético idêntico ao natural (INS 160ai).
A margarina é por definição (NP 897) uma emulsão cristalizada de água em óleo cujo teor de água não ultrapassa os 16%. Actualmente, com a inovação tecnológica e por razões de dieta alimentar, encontramos nas prateleiras dos supermercados, não margarinas mas cremes para barrar, cujo teor de gordura é variável e inferior a 80%, existindo com vários teores de sal e com diversos aromas. O que torna estes cremes para barrar mais atrativos é serem produzidos a partir de óleos 100% vegetais como óleo de girassol, óleo de soja ou óleo de linhaça que são boas fontes de ómega 3 e ómega 6 (ácidos gordos essenciais, que o nosso organismo não consegue sintetizar) e por possuirem pouca gordura saturada e não possuirem ácidos gordos trans nem colesterol. Hoje, quer as margarinas quer os cremes para barrar, são produzidos sem gorduras hidrogenadas (levam à formação de compostos trans) daí a sua crescente procura pela maioria dos consumidores.



Dr Lair Ribeiro faz revelações surpreendentes sobre saúde nutricional ...

Sintomas da carência de Magnésio:


São caracterizados por manifestações como: irritabilidade dos nervos e músculos, inclusive tiques nervosos e cãibras, transtornos neurológicos e psíquicos, como dores de cabeça, vertigens, cansaço visual, tremores nas pálpebras, batimentos cardíacos irregulares (taquicardias). distúrbios glandulares, transtornos digestivos, lentidão no funcionamento do fígado, contrações da vesícula biliar, micções noturnas e problemas na próstata.

EQUILÍBRIO CÁLCIO - MAGNÉSIO

O Cálcio e o Magnésio formam importantíssimo equilíbrio entre líquidos extra e intra-celulares. Quando existe uma carência de Magnésio, o Cálcio, desequilibrado em relação ao Magnésio, em lugar de se fixar nos ossos, é eliminado ou deposita-se em várias partes do organismo formando, ao longo do tempo, calcificações como por exemplo: nas paredes das artérias causando a arteriosclerose, nas articulações ósseas, nos rins e na vesícula formando "pedras", "quistos" nos seios, nos pulmões, etc. além da formação de coágulos no sangue, que predispõe a tromboses provocando sintomas de perda de memória, da visão e transtornos da audição, contribuindo desta forma para o envelhecimento prematuro.

OSTEOARTROSE E OSTEOPOROSE

O Magnésio e o Manganês são fundamentais para a formação do Colágeno em nosso organismo. O colágeno é de suma importância para a constituição da cartilagem dos discos intervertebrais da coluna. Também para a formação da membrana que recobre os ossos nas articulações (periósteo). Com isto são evitados problemas de artrose na coluna (bicos de papagaio, dores) e outros nas articulações como bursite, esporão do calcâneo, etc.. A maior parte do Magnésio em nosso corpo encontra-se nos ossos (cerca de 70%), onde fica em reserva, fazendo parte da trama óssea junto com o Cálcio, o Fósforo e o Manganês. Em caso de carência do Magnésio e frente a uma prioridade maior do organismo, ele tende a ser retirado dos ossos, alterando o seu equilíbrio com o Cálcio, o que favorece certos processos de osteoporose.

SEM MAGNÉSIO NÃO HÁ ENERGIA

Para se gerar energia em nosso organismo são formados no interior da célula, moléculas a partir de carboidratos, lipídeos e proteínas, chamadas ATP (Trifosfato de Adenosina). Esta formação, no entanto, não é concretizada na falta do Magnésio. 

Magnésio e atividade física: 

Como toda a energia para contração muscular provem da hidrólise de ATP, um nível baixo de Magnésio no organismo resulta em queda no rendimento físico devido a diminuição da produção dessa energia. Portanto, é recomendada uma suplementação de Magnésio para os praticantes de exercícios físicos prolongados ou de alta intensidade. Mesmo as pessoas que não praticam ginástica ou atividade física regular, mas sejam propensas à falta de disposição ou cansaço freqüentes, podem estar com alguma carência de Magnésio, principalmente no caso dos idosos.

PROTETOR CARDIOVASCULAR

A ação do magnésio sobre a energia do coração é tão importante que ele tem sido prescrito como preventivo ideal dos ataques cardíacos. O coração, por exemplo, não consegue bombear sangue pelo corpo sem energia adequada. Nas células das fibras musculares do coração há uma quantidade de ATP que quando enzimaticamente convertida libera energia para permitir a atividade cardíaca. Entretanto, a enzima que desencadeia o processo só funciona na presença de Magnésio. O Magnésio em nível adequado atua também para regularizar a pressão arterial, níveis de colesterol, contrariando a formação de coágulos, evitando manifestações de tromboses e aterosclerose, espasmos das artérias e disritmias cardíacas.

TENSÃO NERVOSA, STRESS E DEPRESSÃO

No fluido extracelular das células nervosas, o Magnésio promove a transmissão de impulsos nervosos para permitir uma contração muscular normal. Nessa situação o Magnésio e o Cálcio são antagônicos: o Cálcio age como estimulador e o Magnésio como relaxante. Caso haja baixos níveis de Magnésio, o Cálcio então predomina, exercendo estimulação contínua dos impulsos nervosos e ativando a contração muscular, não permitindo ao nervo entrar em repouso. Isto gera então irritabilidade ou tensão nervosa. Se este quadro persiste, chega-se em pouco tempo ao "stress" e finalmente à depressão. Por isso o Magnésio é considerado um mineral anti-stress.

TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL E MENOPAUSA

O Magnésio tem ação positiva para suprimir ou aliviar os sintomas decorrentes da TPM e da Menopausa. De fato, estes sintomas em geral desencadeiam um quadro de "stress", o qual por sua vez influencia o organismo para produzir substâncias que afetam a glândula hipófise que, uma vez desregulada, altera a produção de vários hormônios, entre outros os hormônios sexuais, agravando assim a TPM ou os problemas da Menopausa. Por sua vez, o Magnésio, o Manganês, o Zinco e as Vitaminas B3 e B6 atuam para equilibrar o sistema nervoso, contrariando o "stress" e ajudando assim a regularização dos hormônios.

O MAGNÉSIO E A PRÓSTATA

A Próstata é uma glândula formada em grande parte por fibras musculares que necessita de Magnésio para suas contrações normais, ao passo que o Zinco favorece o bom funcionamento das glândulas sexuais. Portanto, a ação conjunta de ambos ajuda para a atividade adequada da Próstata, contrariando a disfunção que ocasiona a sua hipertrofia (aumento de volume). Com o passar da idade, há uma perda maior de Magnésio nos processos catabólicos do organismo, ocasionando redução do mesmo nos órgãos mais ativos como a Próstata e a Bexiga. No caso da Bexiga, a carência de Magnésio provoca perda da elasticidade das fibras musculares das paredes, tornando-as mais rígidas. Assim, qualquer enchimento de urina provoca micção, principalmente no período noturno quando pode ocorrer, por diversas vezes. Com a suplementação de Magnésio as paredes da Bexiga tornam-se mais elásticas, em pouco tempo, reduzindo as micções diurnas e noturnas.
INDICAÇÕES

SISTEMA CARDIOVASCULAR: protege contra doenças cardiovasculares, combate a hipertensão e a circulação deficiente, evita a formação de coágulos e ajuda contra a arteriosclerose.

APARELHO DISGESTIVO: Melhora o trânsito intestinal, com ação benéfica sobre o fígado e a vesícula e todo o complexo gastrointestinal, evita lesões gástricas, intestinais e hepáticas.

SISTEMA GLANDULAR: Regulariza o funcionamento das glândulas endócrinas, alivia as perturbações da puberdade, da TPM e da menopausa. Contribui para o funcionamento adequado da próstata e ajuda no tratamento do diabetis.

SISTEMA NERVOSO E NEUROMUSCULAR: Melhora o sono, dando uma sensação geral de bem estar. Combate a tensão nervosa, o "stress" e a depressão. Atua para boa elasticidade das fibras musculares, evitando cãibras e dores musculares.

PELE: Fundamental na formação do colágeno para manter a pele saudável e na supressão ou melhoria de certas afecções da pele (prurido, acne, psoríase, eczemas e verrugas).

SISTEMA ÓSSEO: A ação conjunta do Magnésio e Manganês ajuda na formação e manutenção do disco intervertebral da coluna, previnindo calcificações (bicos de papagaio), dores na coluna e nas pernas, osteoporose, desgaste ósseo das articulações (osteoartrose), bursites e esporão do calcâneo.

APARELHO URINÁRIO: Diminuindo ou fazendo desaparecer as micções noturnas freqüentes devidas a perturbações urinárias da bexiga e de origem prostática. Redução ou supressão da incontinência urinária que surge principalmente em idosos.