27/07/2014

Santander vai demitir autores de informe crítico a Dilma. Documento 'não é do banco, mas de um analista', diz presidente mundial do banco.



Em meio à polêmica gerada após o Santander ter enviado neste mês aos clientes de mais alta renda de sua carteira um extrato no qual apontava risco de deterioração da economia brasileira em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, afirmou hoje que o informe "não é do banco, mas de um analista". Segundo o presidente da instituição financeira, foram tomadas medidas internas sobre o episódio.
Botín acrescentou que o presidente da instituição no Brasil, Jesús Zabalza, já prestou esclarecimentos às autoridades e a presidente Dilma Rousseff. Após a declaração do presidente, o banco Santander informou que todas as pessoas responsáveis pela elaboração e aprovação do informe serão demitidas. Não foi informada a data de quando isso ocorrerá, uma vez que o caso ainda está em apuração.
"Para o banco Santander, o Brasil é um País importantíssimo", disse, acrescentando que a instituição financeira já investiu US$ 27 bilhões, montante referente ao valor desde quando está presente no Brasil, em 1982. No dia 1º de julho, o banco enviou aos seus clientes do segmento Select, que ganham mais de R$ 10 mil por mês, o informe afirmando que se a presidente Dilma Roussef se estabilizar nas pesquisas de opinião para as eleições de outubro ou voltar a subir a Bolsa irá cair, os juros vão subir e o câmbio se desvalorizará. O presidente do Santander participou de uma coletiva de imprensa no Rio, ao lado do presidente da Telefónica, Cesar Alierta, para o lançamento de uma plataforma de e-learning.
Amanhã, terá início o III Encontro Internacional de Reitores Universia 2014, promovido pelo Santander, no Riocentro, no Rio. A presidência foi convidada. O vice-presidente Michel Temer participaria do evento, mas, segundo o Santander, informou que não irá mais do evento. Espontaneamente, o presidente da Telefónica também se posicionou sobre o caso. Segundo ele, A Telefónica e o Santander são duas empresas que investiram no Brasil "quando ninguém queria apostar e renovaram os seus investimentos". "Estamos convencidos que o futuro do Brasil é espetacular" Plataforma. Botín anunciou hoje o lançamento mundial da MiríadaX, plataforma de e-learning operada em conjunto entre o banco e a Telefónica que oferece ensino superior gratuito aberto a um público potencial de mais de 600 milhões de pessoas de língua espanhola e portuguesa.
Os inscritos na MiríadaX têm à disposição cursos online gratuitos. Atualmente, são somente cursos em espanhol, mas também serão disponibilizados em português. Não há restrições para participar da plataforma, sem horários fixos ou custos. Entre os cursos disponíveis estão de microeconomia, matemática básica, Excel avançado e estratégia avançada para empreendedores. O site da iniciativa é https://www.miriadax.net.

Dicas... ... .









PRESIDENTE DA COSTA RICA.

 Vale a pena ler.
PRESIDENTE DA COSTA RICA
(Prêmio Nobel da Paz em 1987)

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009:
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos  se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar de coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo. Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.

Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.

Certamente perdemos a oportunidade. Há também uma diferença muito grande.

Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.  Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por  habitante.

Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado?

Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. 
 
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário. Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.

Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.

Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos. Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.

Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.

Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50 bilhões em armas e soldados. Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?

Nosso inimigo, desta desigualdade, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo. Que não criamos a infra-estrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos anos sessenta, setenta ou oitenta.

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. 
 
Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
 
E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, social-cristianismo...), os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*.  

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios  vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: 
 
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
 
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que

"a verdade é que enriquecer é glorioso".

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos. Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."
  
*Ser pragmático é ter seus objetivos bem definidos, é fugir do improviso.

Feliz Dia do Motociclista...


Município do Rio entra em estágio de atenção.



O município do Rio entrou em estágio de atenção, às 13h30m deste domingo, devido à atuação de instabilidades associadas ao transporte de umidade do mar para o continente, que provocam chuva moderada, ocasionalmente forte, na cidade. O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de quatro e significa a ocorrência de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.

Por volta das 13h, houve registro de chuva forte na Rocinha (6,8mm), moderada em Irajá, Bangu, Saúde, Jardim Botânico e Grota Funda. Na Rua das Laranjeiras, na Zona Sul, bolsões d'água complicam o trânsito na região.

A prefeitura recomenda que a população permaneça ou procure um local seguro. Evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos. É importante que se verifique se há sinais de rachaduras nas residências. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, a Defesa Civil deve ser acionada pelo número 199. O morador deve evitar ficar em casa.

Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199.

Motoristas devem redobrar a atenção ao dirigir. Em caso de chuva, as pistas ficam escorregadias e podem conter bolsões d'água. Os faróis devem permanecer acesos.

Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, a população deve evitar ficar próximo a árvores ou em áreas descampadas. Evite colocar o lixo nos pontos de coleta. A água da chuva pode levar o lixo a entupir bueiros e galerias. Se necessário, os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil) ou 1746 (Central de Atendimento da Prefeitura) devem ser utilizados.

Lugares... ... .

Huacachina , Peru 


Santorini, Grécia


Stgo de Compostela


Slovenia


Pantheon Roma



Vaticano Itália
  

St. Coloman Church ~ Schwangau, Baviera, Alemanha



Belle Chine - Suzhou


Olomouc, República Checa


Praia de Odeceixe - Aljezur, Algarve (Portugal).


Veneza, Itália


Budapest. 


Provence, France



Peça de Shakespeare leva público e crítica ao… desmaio



A última peça em cartaz no tradicional Shakespeare Globe, teatro londrino criado em homenagem ao bardo, deu o que falar. Escrita em 1590, "Titus Andronicus" mostra um lado menos conhecido de Shakespeare: além de construir personagens complexos e apaixonantes, ele também podia explorar a violência de forma que faria até Quentin Tarantino corar.

O "Independent" fez um balanço das 51 perfomances: 100 pessoas foram embora ou desmaiaram diante das cenas mais fortes, que incluem 14 mortes, estupro e mutilação. Entre os que desmaiaram, estava a própria crítica do jornal, Holly Williams. Mesmo assim, ela não deixou de elogiar a montagem:

"Uma confissão: eu desmaiei. Não estou sozinha: o público está indo ao chão como moscas nesse revival da infame montagem de Lucy Bailey em 2006. Então eu não posso palpitar sobre o Ato III, cena ii — mas se é qualquer coisa como o restante dessa produção vigorosamente encenada, comicamente mórbida e completamente desenfreada, provavelmente foi excepcional", escreveu.

A diretora Lucy Bailey viu de forma positiva a reação do público: "Eu acho realmente maravilhoso. As pessoas conseguiram se conectar tanto com os personagens e se emocionar que isso acabou tendo um efeito visceral".