02/02/2015

Descontrolada, mulher desacata policial no Recreio.



Uma motorista abordada por dois policiais militares na tarde da última sexta-feira (30), no Rio de Janeiro, foi autuada por desacato depois de gritar com um dos PMs e afirmar que é "arquiteta" e que conhecia o comandante de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Parte da abordagem foi filmada pelo policial, que não teve o nome divulgado, e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. O vídeo foi apresentado por ele na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

No início da gravação, a arquiteta Ana Maria Lucas de Souza, 50, fala ao celular, dentro do carro, e é solicitada pelo policial a entregar sua carteira de habilitação e o documento do veículo. "Você é novo, eu sou mais velha do que você, eu sei disso", responde a mulher, que aparenta estar nervosa. O PM afirma que está fazendo o seu trabalho, no que ela interrompe: "Eu sou arquiteta, eu estou fazendo obras com várias UPPs, se você quer saber".

Ana Maria é dona da empresa "Obra Prima Engenharia e Arquitetura", segundo confirmou por telefone à reportagem uma funcionária do escritório, na noite desta segunda (2).

Durante a abordagem, a arquiteta, aos gritos, diz que foi desrespeitada e que o outro policial "veio com a arma para cima" dela. O policial afirma, em seguida, que teve de acompanhar o carro dela por dois quilômetros e que a motorista havia se recusado a parar inicialmente.

A mulher então diz que vai com o policial até a delegacia e, no telefone, reclama: "Eles têm de ir atrás de bandido. Eu vou falar com o comandante e vou anotar o número deles". Em certo momento, ela ainda diz que os PMs estão lhe desacatando na porta de casa.

Ao perceber que estava sendo filmada, a arquiteta bate com a mão na câmara e declara: "Não adianta você filmar, não".

Na 42ª DP, Ana Maria foi autuada por desacato pelo delegado Marcos Cipriano de Oliveira Mello, titular da delegacia, segundo a Polícia Civil. O inquérito já foi enviado para o 9º Juizado Especial Criminal, da Barra da Tijuca.

A reportagem tentou entrar em contato com a arquiteta na empresa dela, mas foi informada que ela não se encontrava mais no local e que voltaria na manhã desta terça (3).

Em entrevista ao jornal "Extra", o policial afirmou que moverá uma ação contra a arquiteta por constrangimento. Ele afirmou que já consultou um advogado sobre o processo em âmbito particular.

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