04/09/2014

O passageiro tinha tanto pelo no peito que o desfribilador não pôde ser usado

Bem, foi isso que disse a tripulação do voo entre Los Angeles (Califórnia) e Albuquerque (Novo México) da companhia Southwest Airlines, onde estava o casal Caroline e Jack Jordan. No meio da viagem Jack passou mal.Caroline disse que havia um desfibrilador no avião, mas não foi utilizado por causa do peito peludo de seu marido. "A aeromoça disse que seu peito era muito cabeludo", afirmou ela e o aparelho não funcionou.

Após a reclamação da esposa , o peito de Jack acabou raspado e o aparelho usado, mas, segundo Caroline, era tarde demais e seu marido já chegou morto  no aeroporto de Albuquerque.

O médico Barry Ramo disse que os comissários de bordo poderiam ter raspado os pelos rapidamente, pois um rápido atendimento pode salvar uma vida. Um porta-voz da Southwest Airlines afirmou que a empresa está investigando o incidente.

Assento reclinável provoca três incidentes a bordo nos EUA em duas semanas.

 

 A ganância das companhias de aviação, que colocam mais assentos na classe econômica do que deveram, transforma as aeronaves em verdadeiras sardinhas em lata, deixando os passageiros completamente sem conforto

A situação se agrava quando o passageiro da frente é grosseiro e mal-educado e reclina sua cadeira de uma só vez, sem se preocupar se o vizinho de trás está comendo ou lendo. Isso tem provocado alguns incidentes nos voos.

Nos EUA, foram três incidentes desse tipo em duas semanas. A briga entre os passageiros por causa do banco reclinável chegou a tal ponto que o piloto do voo Delta 2370, que ia de Nova Iorque para West Palm Beach, na Flórida, teve que fazer um pouso inesperado em Jacksonville.

A discussão exacerbada, com troca de ofensas entre os passageiros, não foi resolvida com a intervenção dos comissários de bordo, levando o piloto a desviar-se da rota e pousar em Jacksonville, onde um dos passageiros envolvidos foi removido pela polícia que já estava alertada. Só depois o voo seguiu viagem para West Palm Beach.

Maioria das mulheres não retorna aos consultórios, o que pode resultar em sérios danos à saúde.

O sonho de muitas mulheres é implantar próteses de silicone nos seios. Por isso, chegam a passar anos juntando dinheiro para pagar o procedimento, que pode custar até R$ 15 mil. Porém, nove em cada 10 mulheres não retornam ao consultório médico para as revisões anuais, o que pode trazer sérias consequências para o resultado da cirurgia — como endurecimento, dores, rejeição e até mesmo a ruptura do material.

O principal risco é o da contratura capsular, que ocorre quando uma cicatriz esférica, secundária ao processo de cicatrização da prótese, provoca endurecimento, distorção e dor nas mamas. Segundo os médicos, mulheres que sofrem a contratura só voltam a procurar um especialista quando o problema já está aparente, tornando o tratamento complicado. Nesses casos, metade das pacientes precisa se submeter a cirurgias, podendo chegar até mesmo a ter que trocar o implante.

Segunda cirurgia plástica mais popular no mundo, perdendo apenas para a lipoaspiração, o implante de silicone nas mamas é feito em cerca de 100 mil brasileiras por ano, segundo números de 2009 do Ibope. Com isso, o país ocupa a segunda colocação no ranking mundial de colocação de próteses mamárias, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Na relação com o número de habitantes do país, as posições se invertem, e o Brasil assume a liderança.

Além disso, este tipo de implante responde por 22% das cirurgias estéticas realizadas em todo o Brasil. Logo depois, vêm a lipoaspiração e as intervenções no abdômen, pálpebras, nariz e orelhas.

O som da vida... ... .

O emocionante vídeo que mostra um bebê que nasceu surdo, ouvindo pela primeira vez

Os pais do bebê Lachlan disseram à BBC Brasil que ficaram em choque porque não havia histórico de surdez na família, e suas duas filhas, Chloe e Jessica, não tinham o mesmo problema."Logo depois do diagnóstico, pesquisamos e vimos que podíamos lidar com sua deficiência. Decidimos que queríamos que ele pudesse ouvir", diz sua mãe, Michelle.

Quando Lachland tinha quatro semanas de vida, foi recomendado que ele usasse aparelhos de audição o quanto antes para não ter problemas no desenvolvimento da fala. Isso aconteceu três semanas depois, como mostra o vídeo divulgado na internet por seus pais.

A gravação aconteceu  em 2012, mas só veio a público no último dia 31 e já foi vista mais de 750 mil vezes no YouTube. "Nunca descobrimos por que ele nasceu  surdo. Mas isso não importa mais. Lachlan hoje tem dois anos e é muito feliz. Leva uma vida normal. Lachlan é uma inspiração para todos nós", dizem os pais. Eles  contam que foi fundamental o apoio da instituição Early Intervention Service Tarayle, da Austrália, onde a família vive.

Lachlan continua a receber visitas semanais de especialistas da instituição e tem seu progresso avaliado anualmente. Abaixo, o vídeo com a reação do menino ao ouvir os primeiros sons de sua vida.

Para as prostitutas do Rio de Janeiro, a Copa do Mundo foi ruim.

Bar da Vila Mimosa 

A Copa do Mundo foi considerada "ruim" pelas trabalhadoras do sexo no Rio de Janeiro. A avaliação foi divulgada pelo Observatório da Prostituição, um projeto do Laboratório de Etnografia Metropolitana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base na observação do movimento nos locais onde há prática da atividade e entrevistas com 116 mulheres, durante o mundial e nas semanas seguintes.
O levantamento aponta que, apesar da presença de um número significativo de turistas nacionais e estrangeiros na cidade, houve um declínio no comércio sexual durante os 32 dias do evento. Em meio a 83 pontos de prostituição pesquisados que concentram 75% deste tipo de atividade no Rio, apenas 17 registraram aumento e em outros 6 o fluxo de clientes foi normal. Em contrapartida, nos demais 60 pontos, inclusive na Vila Mimosa, onde trabalham cerca de mil mulheres, a queda estimada no movimento de clientes variou de 30% a 50% entre 12 de junho e 13 julho.

De acordo com o observatório, a baixa pode ser atribuída a um conjunto de fatores, como o fechamento do comércio do Centro da cidade nos sucessivos feriados decretados durante a Copa, além da dependência da Vila Mimosa e dos pontos de prostituição do Centro (onde estão as maiores concentrações de prostitutas) de clientes nativos que não circularam nessas áreas em feriados.

O levantamento também sugere que não houve uma substituição de clientes nativos por estrangeiros, já que os turistas ficaram concentrados na Zona Sul e na Lapa. Além disso, o perfil dos turistas estrangeiros que estiveram no Rio de Janeiro, a maioria vinha de países da América do Sul, tinha poucos recursos financeiros.

Segundo os pesquisadores, esta concentração de turistas também suscitou uma migração interna, em que muitas prostitutas deixaram o Centro e a Zona Norte para frequentar a orla de Copacabana. Com isso, uma pequena faixa do bairro acabou reunindo a maioria das atividades sexuais comerciais na cidade, produzindo uma falsa impressão de que a prostituição havia aumentado.

'RIO SURREAL'

Os autores da pesquisa também acreditam que os preços muito elevados do Rio impuseram restrições financeiras aos turistas, limitando gastos com custos considerados "não essenciais". Neste sentido, acredita-se que muitos homens solteiros que visitaram o Rio durante o mundial estavam mais interessados em gastar dinheiro e tempo conversando com amigos e bebendo do que consumindo serviços sexuais.

A pesquisa também lembra que, nos meses anteriores à Copa do Mundo, houve muitas especulações sobre os efeitos do evento sobre a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres. No entanto, as evidências coletadas pela pesquisa no Rio indicam que não houve, neste período, aumento substantivo da prostituição, bem como da exploração sexual de crianças e adolescentes que pudesse ser atribuída ao crescimento do comércio do sexo nessas cidades.

OPINIÕES

O estudo também mostra algumas opiniões apresentadas pelas próprias prostitutas durante a pesquisa.
— Tem muito homem no calçadão, sim, mas eles não querem pagar programa. Querem gastar o dinheiro que têm bebendo cerveja com seus amigos e falando de futebol — reclamou Diana, de 19 anos, em Copacabana.

A Simone, que trabalha em uma casa na Zona Portuária também protestou:

— Geralmente levo uns R$ 700 para casa, toda semana. Nas duas últimas semanas [de junho], ganhei um total de somente 500 reais, e olha lá! Nem consegui pagar a matricula de meu filho.

Pela primeira vez Doença de Alzheimer é revertida em paciente.



A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.

Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.

O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.

Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas. 

Mal de Alzheimer
Existem vários tipos de demência, em que há decréscimo das capacidades de funcionalidade, comprometimento das funções cognitivas – atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento, linguagem etc. – e da capacidade físico-espacial. 

O Mal ou Doença de Alzheimer é a principal causa de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo.

O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65 anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. A médica Sonia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, explica que há um acúmulo anômalo de algumas proteínas no tecido cerebral que provoca a morte dos neurônios. 

"Até agora se acredita que isso seja multifatorial, causado por componente genético, fatores externos (baixa escolaridade, por exemplo), alterações vasculares (hipertensão, diabetes etc.), traumatismos cranianos com perda de consciência, alterações nutricionais e depressão", enumera. Outros problemas podem causar demências, por exemplo, deficit de vitaminas, doenças da tireoide, alterações renais, portanto doenças que podem ser evitadas.

Atualmente, não existe medicação disponível para evitar esse acúmulo de proteínas, mas há medicamentos que retardam a progressão do Alzheimer. Algumas medicações, fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aumentam uma substância no cérebro que, em menor quantidade, traz alterações na memória. 

Os sintomas geralmente são desenvolvidos lentamente e pioram com o tempo. Alguns pacientes conseguem ter uma redução progressiva da doença, mas outros não conseguem voltar à normalidade. Em casos mais graves, o paciente pode ter apatia, depressão, alucinação e pensamentos delirantes. 

O médico neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto diz que o principal sintoma é a dificuldade de aprender coisas novas. O idoso não consegue se lembrar de fatos recentes como, por exemplo, o dia da semana. Tem também dificuldade para fazer contas. 

Segundo ele, na fase inicial, o paciente pode ser lembrado de informações importantes e ter o suporte da família. Na fase moderada, tem uma dependência maior da família e, às vezes, existe mudança do comportamento. Na fase mais grave, tem dificuldade para realizar funções básicas, como urinar, dificuldade para engolir e até agressividade. A fase mais grave dura, em média, oito anos.

A família precisa ficar atenta a qualquer decréscimo de qualquer capacidade da pessoa, seja memória, dificuldade de realizar tarefas complexas, nomear coisas, problemas de linguagem. "Nem sempre começa com problemas de memória", alerta Brucki.

Ainda não existe cura para o Mal de Alzheimer, mas alguns estudos testam medicações que poderiam estacionar a doença. De acordo com o neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto, já foi provado cientificamente que a escolaridade, principalmente na fase mais básica, é um fator protetor contra o Alzheimer. 

Além disso, a prática de exercícios físicos e uma dieta saudável previnem a doença. "Algumas teorias dizem que a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, aumenta a lavagem (retirada) da proteína do Alzheimer que se acumula no cérebro, além de melhorar o humor e a saúde em geral", explica.

Mãe sempre será mãe.